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A presidente do SindiRádio faz um balanço da gestão, com destaque para suas conquistas e os desafios para as emissoras

Em agosto, Christina foi recebida no Palácio do Planalto pelo presidente Jair Bolsonaro, ao lado de outras lideranças da radiodifusão. (Foto: Divulgação)

O ano de 2019 começou com muitos desafios para a diretora da Rede Pampa, Christina Gadret, ao assumir a presidência do Sindicato das Empresas de Rádio e TV do Rio Grande do Sul. Ela é a primeira mulher e a mais jovem presidente do quadro da entidade, presente no Estado há 56 anos. Inquieta e entusiasta com as atividades que vem assumindo, ela imprime seu estilo de administração ao cotidiano do Sindicato, com um olhar ao seu crescimento e competitividade, pontuado pela contemporaneidade imposta ao setor.

Em pouco tempo, algumas mudanças ganharam forma e foram relevantes para marcar estes novos passos do SindiRádio, como por exemplo a logomarca, que foi repaginada, revelando “maior ar de arrojo e modernidade”. Nos primeiros dias de gestão, também a newsletter passou a seguir esta linha, somada a revitalização da sede, localizada no bairro Menino Deus, que ganhou a galeria dos ex-presidentes. Na avaliação de Christina Gadret, os meios de comunicação, em especial o rádio, hoje são multiplataformas, presentes na Internet, pautados por ferramentas de inovação e o Sindicato precisa andar em paralelo com estas tendências, tanto em formato quanto em entregas.

As principais negociações trabalhistas, envolvendo os Sindicatos de Radialistas e Jornalistas, também ganharam pauta, culminando com o que ela define como “um momento de convergência e diálogo neste primeiro ano de gestão, com um excelente relacionamento com estas entidades”.

Mesmo tendo assumido em um dos piores momentos da economia brasileira, com recessão e recentes mudanças tanto na legislação dos Radialistas quanto na CLT, que afetou os sindicatos, as ações do SindiRádio foram traçadas e realizadas com sucesso até o momento, o que ela credita à união da diretoria e associados e às estratégias bem desenhadas para a gestão, “visando a preservação da saúde financeira da entidade”.

Algumas ações culminam em eventos, reiterando a relevância do Sindicato para a categoria, com amplitude da comunicação com os seus 331 associados espalhados pelo Rio Grande do Sul. Um exemplo, o 16º Seminário de Qualidade do SindiRádio, que há três anos não ganhava nenhuma edição, selando a de 2019 pelo sucesso em conteúdo e participação de público. Christina lembra que a participação de nomes de peso do cenário nacional, como a do Ministro-chefe da Casa Civil, Onix Lorenzoni, ao lado do Secretário Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, Paulo Uebel, dentre outros nomes de relevância, contribuíram para a consolidação e visibilidade conquistadas pelo Seminário. Workshops também vêm sendo realizados com sucesso. Um deles ganhou palco recentemente em Santa Maria, com foco nas questões jurídicas que envolvem legislação trabalhista.

Em setembro, Christina também foi recebida pelo Ministro da Justiça, o juiz Sérgio Moro, durante um encontro da ABERT (Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão) no Distrito Federal, traduzindo mais uma vez a força regional do setor.

Para Christina, presidir o Sindicato das Rádios e das TVs do RS, um dos maiores no segmento em número de associados no País, “é uma experiência desafiadora” e ao mesmo tempo repleta de emoção. Ela cita três momentos que marcaram sua caminhada até aqui. Um deles, a realização do próprio Seminário de Qualidade, pela sua repercussão. Em agosto, ela foi recebida no Palácio do Planalto pelo presidente Jair Bolsonaro, ao lado de outras lideranças da radiodifusão e diz que sua presença em Brasília demonstra “a valorização do rádio e da televisão regionais”. Em setembro, Christina também foi recebida pelo Ministro da Justiça, o juiz Sérgio Moro, durante um encontro da ABERT (Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão) no Distrito Federal, traduzindo mais uma vez a força regional do setor. “A imprensa regional vai seguir ganhando força. Ninguém vai fazer rádio e televisão no RS melhor do que o povo gaúcho, que entende os hábitos e costumes locais. Está havendo este processo de valorização regional que é imbatível”.

Com um olhar ao próximo ano e à gestão como um todo, que encerra em 2021, ela aponta alguns desafios como “a permanente luta contra o avanço das rádios travestidas de comunitárias, que não cumprem as leis, configurando uma concorrência desleal. Além disso, seguiremos mantendo um excelente relacionamento com os sindicatos laborais, que é o principal motivo de existência da nossa entidade”. (Clarisse Ledur)