Sexta-feira, 24 de Janeiro de 2020

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Ciência Os cientistas da Nasa vão estudar a estrutura do campo magnético da Terra nas áreas dos polos do planeta

Algo estranho está acontecendo com os gadgets que usam as ondas de rádio (Foto: Reprodução)

Os cientistas da Nasa vão estudar a estrutura do campo magnético da Terra nas áreas dos polos do planeta onde têm sido registradas ultimamente anomalias que ainda não têm explicação, inclusive o aumento local da densidade da atmosfera e falhas no funcionamento de meios de comunicação, informa o portal científico Science Alert.

A agência espacial estadunidense está planejando enviar três missões para o Polo Norte, uma das quais, chamada Cusp Region Experiment-2, vai realizar pesquisas da anomalia atmosférica. O objetivo das missões é entender mais de perto o que está acontecendo e investigar outras ocorrências estranhas no mesmo local – como a mancha inexplicável de atmosfera densa na cúspide polar.

“Um pouco mais de massa a 322 km de altitude pode não parecer grande coisa. Mas a mudança de pressão associada a esta maior densidade de massa, se ocorresse ao nível do solo, causaria um furacão contínuo mais forte do que qualquer coisa vista nos registos meteorológicos”, diz o físico espacial Mark Conde da Universidade do Alasca Fairbanks, o principal investigador da missão Cusp Region Experiment-2.

Estes fenômenos podem ameaçar as espaçonaves e satélites. Para além disso, a turbulência atmosférica afeta o funcionamento do GPS e dos meios de comunicação.

O objetivo da outra missão, Cusp Irregularities-5 (já iniciada), é a medição da turbulência atmosférica para aprender a distinguir a sua influência do funcionamento das ondas elétricas, que também são capazes de interromper o funcionamento dos meios de comunicação. No entanto, os dados preliminares mostram que a missão pode ter sido mal sucedida.

A terceira missão CHI tem como objetivo medir o fluxo de plasma e gases na cúspide polar – como eles aquecem, aceleram e interagem uns com os outros. Estas pesquisas ajudarão os cientistas a prever o comportamento do campo magnético nesta área para evitar falhas no funcionamento dos equipamentos quer terrestres, quer os que estão em órbita.

Avião “barrigudo”

Na última segunda-feira (25), o avião cargueiro Super Guppy da Nasa transportou a cápsula Orion para testes preliminares à missão lunar Artemis 1. O veículo partiu do Centro Espacial Kennedy, na Flórida, para a Estação Plum Book, no estado de Ohio, onde mais de 1,5 mil pessoas aguardavam a sua chegada. O modelo, desenvolvido para transportar equipamentos de grande porte, chamou a atenção, devido a seu design excêntrico, que exibe uma espécie de “barriga” na parte superior.

“Embora existam outras aeronaves capazes de suportar mais peso que o Super Guppy, muito poucas chegam perto de suas dimensões internas”, afirmou a Nasa. O avião foi comprado pela agência espacial norte-americana em 1997, em substituição a outro modelo idêntico, que integrou sua frota por mais de três décadas.

Após a entrega, a cápsula Orion será submetida a avaliações térmicas, similares às condições climáticas espaciais. Ela “estará sujeita a temperaturas extremas, variando de -250 a 300 graus Fahrenheit (cerca de – 121,1°C e 149° C), para replicar os voos dentro e fora da luz solar e sombra no espaço”, disse a Nasa.

Depois, será submetida a testes de compatibilidade eletromagnética por 14 dias. Isso “garantirá que os componentes eletrônicos da espaçonave funcionem corretamente quando operados ao mesmo tempo”, completou a agência.

Com o encerramento dessa etapa, a sonda retornará ao Centro Espacial Kennedy, para iniciar integrações com o foguete Space Launch System, que será usado na futura missão lunar norte-americana.

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