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Twitter e Facebook acusam a China de usar contas falsas para enfraquecer protestos de Hong Kong

Twitter e Facebook disseram ter cancelado contas. (Foto: Reprodução)

O Twitter e o Facebook disseram nesta segunda-feira que desmantelaram uma operação coordenada pelo Estado chinês que tentava enfraquecer os protestos em Hong Kong. As informações são do jornal O Globo.

O Twitter suspendeu 936 contas, que pareciam vinculadas a um esforço sob o comando de Pequim. Segundo a empresa, essas contas constituiriam apenas as partes mais visíveis dessa campanha e que uma “rede maior de spam”, de aproximadamente 200 mil contas, havia sido suspensa preventivamente, antes de chegar a ficar ativa.

O Facebook, por sua vez, disse ter removido contas e páginas de uma pequena rede depois de receber uma denúncia do Twitter. De acordo com a rede de Mark Zuckerberg, uma investigação encontrou ligações com indivíduos associados ao governo chinês.

As empresas de mídia social estão sob pressão para impedir que campanhas obscuras de manipulação da opinião pública influenciem a eleição dos EUA em novembro de 2020. Uma investigação americana de 22 meses concluiu que a Rússia interferiu de forma “radical e sistemática” nas eleições de 2016 para ajudar Donald Trump a vencer a Presidência.

O Twitter afirmou em um post em seu blog que as contas tentavam sabotar a legitimidade e as posições políticas do movimento de protesto em Hong Kong.

Exemplos das postagens falsas oferecidas pelo Twitter incluíam um tuíte de um usuário com fotos de manifestantes invadindo o prédio do Conselho Legislativo de Hong Kong e o texto: “Essas pessoas que destruíram o Conselho ficaram loucas ou estão tirando vantagem dos roubos? Este é um comportamento completamente violento. Não quero pessoas radicais em Hong Kong. Apenas saiam daqui!”.

Em exemplos fornecidos pelo Facebook, uma publicação chamava os manifestantes de “baratas de Hong Kong” e afirmava que eles “se recusam a mostrar seus rostos”.

Procurados pela reportagem, a embaixada chinesa em Washington e o Departamento de Estado dos EUA não estavam imediatamente disponíveis para comentar.

Os protestos de Hong Kong, que representam um dos maiores desafios para o presidente chinês Xi Jinping desde que ele chegou ao poder em 2012, começaram em junho, como uma oposição a um projeto, já suspenso, que permitiria a extradição de suspeitos para a China continental para julgamento. Desde então, as manifestações se converteram em um processo mais amplo de exigência por democracia.

Em outro comunicado, o Twitter informou que está atualizando sua política de publicidade e não aceitará anúncios de órgãos de mídia controlados pelo Estado daqui para frente.

O serviço de vídeo YouTube da Alphabet Inc disse à reportagem em junho que as empresas de mídia estatais mantinham os mesmos privilégios que qualquer outro usuário, incluindo a capacidade de exibir anúncios de acordo com suas regras. O YouTube não respondeu imediatamente a uma solicitação de comentários na segunda-feira sobre se detectou conteúdo não autêntico relacionado a protestos em Hong Kong.

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