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Economia Entenda a alta do dólar e veja investimentos para proteção

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Moeda norte-americana fechou em alta de 1,96%. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

A cotação do dólar segue trajetória de alta, em junho, e já alcançou a cotação de R$ 5,24 – a maior em quatro meses. A valorização se deve, principalmente, a três fatores: a alta de juros do Fed, um ambiente de aversão ao risco e também questões internas no Brasil, de acordo com Nicole Kretzmann, economista-chefe da Upon Global Capital.

A economista explica que o Fed, o banco central americano, tem se tornado bem mais agressivo em relação à sua política de juros. “Há alguns meses, o comitê admitiu que as pressões inflacionárias não são apenas transitórias. Mais recentemente, assumiu que a inflação será bem mais alta e mais espalhada em diferentes setores da economia. Assim, para combater a aceleração dos preços, o Fed tem sinalizado que sua política monetária será mais restritiva, elevando mais do que o esperado a taxa de juros”.

Outro motivo importante para a valorização do dólar, de acordo com Kretzmann, é também a intensificação de um ambiente mais avesso a risco no geral: “A aversão a risco tem ocorrido por diversas razões: menor crescimento dos EUA, riscos de fragmentação europeia, disrupções na atividade chinesa etc.” Isso acarreta um movimento de saída de alocações em ativos mais arriscados ― como moedas de países emergentes ― para investimentos mais seguros, como os títulos do governo norte-americano.

Ainda segundo a economista-chefe da Upon, algumas notícias do Brasil também colaboram para depreciação do real: “O fluxo de notícias recentes de intervencionismo nos preços de mercado e menor comprometimento com âncoras fiscais importantes, como o teto de gastos – aliado a um ambiente de maior volatilidade com proximidade de eleições – ajudam a desvalorizar o real. Dito isso, o Brasil ainda possui um colchão de taxas de juros elevadas, devido à ação preemptiva do Banco Central de combate à inflação desde o ano passado, bem como bom nível dos termos de troca, o que, a princípio, deve limitar a desvalorização da moeda em relação a seus pares”, finalizou.

Como se proteger?

Os ativos que podem ter a função de proteger o investidor de altas do dólar são os fundos atrelados ao dólar ou ETF de dólar, de acordo com Graziela Fortunato, da PUC-Rio: “O ETF se comporta passivamente de acordo com o comportamento do dólar, ou seja, se o dólar subir, ele sobe, se o dólar cair, ele cai”.

A especialista explica ainda que, entre esses dois ativos, a vantagem do ETF é que ele é mais barato: “O ETF costuma ter 0,3% de taxa de administração, diferente de fundos de investimentos atrelados ao dólar, que costumam ter taxas em torno de 2%”.

No entanto, o momento em que se investe nesses ativos é importante para saber se haverá ou não o efeito de proteção: “O dólar já está alto, com a maior cotação em quatro meses. Então, para qualquer investimento que você entrar em dólar, neste momento, já vai estar comprando teoricamente caro, pensando no histórico de preços”, alerta Fortunato. “O dólar já está alto, então se o investidor acredita que o dólar vai subir mais ainda, nesse caso o investimento serve como proteção”, conclui.

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