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Ciência A Nasa encontrou um pulsar de raios X em uma órbita recorde

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Ilustração do sistema estelar em rotação. (Foto: Divulgação/ NASA)

Os cientistas que analisaram os primeiros dados da missão NICER encontraram duas estrelas que giram em torno de si a cada 38 minutos. Uma das estrelas do sistema é superdensa, de rápida rotação chamada pulsar. A descoberta garante ao par estelar o registro do período orbital mais curto para uma determinada classe de sistema binário de pulsares.

Os dados do NICER também mostram que as estrelas estão a apenas 300 mil quilômetros de distância, menos do que a distância entre a Terra e a Lua. Pesquisadores do sistema acreditam que a segunda estrela é uma anã branca pobre em hidrogênio.

Com observações feitas desde junho de 2017, a equipe de cientistas foi capaz de confirmar o período orbital recorde para um sistema binário contendo o que os astrônomos chamam de um pulsar de raios X por milissegundos (AMXP).

Quando uma estrela massiva vira supernova, seu núcleo colapsa em um buraco negro ou uma estrela de nêutrons, que é pequena e superdensa, mas contém mais massa do que o Sol. Um pulsar é uma estrela de nêutrons que gira rapidamente.

A partir da observação das estrelas foram encontrados pulsos de raios X recorrentes 163 vezes por segundo.

Esses pulsos marcam a localização dos pontos quentes ao redor dos polos magnéticos do pulsar, permitindo que os astrônomos determinem o quão rápido ele está girando. O pulsar do sistema com as duas estrelas está girando a cerca de 9.800 rotações por minuto.

Os pesquisadores foram capazes de determinar que essas estrelas giram em torno de si em uma órbita circular, o que é comum para os AMXPs. A estrela doadora anã branca é “leve”, tem apenas cerca de 1,5% da massa do Sol. O pulsar é muito mais pesado, em torno de 1,4 da massa solar, o que significa que as estrelas orbitam a um ponto a cerca de 3 mil quilômetros do pulsar.

Rios voadores

Outro estudo liderado pela Nasa mostra que a mudança climática provavelmente intensificará os chamados rios voadores, “cursos de água atmosféricos” formados por massas de ar carregadas de vapor de água, na maior parte do globo até o final deste século, ao mesmo tempo que reduzirá “ligeiramente” seu número.

Publicado na revista Geophysical Research Letters, o estudo projeta que, mantido o ritmo atual de emissões de gases efeito estufa, haverá cerca de 10% menos rios atmosféricos globalmente até o final do século 21.

Por outro lado, eles serão em média 25% mais largos e mais longos, e o mais preocupante: as condições atmosféricas associadas aos rios voadores, como fortes chuvas e ventos, aumentarão em cerca de 50%.

O estudo também alerta para o aumento da frequência de tempestades atmosféricas mais intensas, que deve duplicar.

Em geral, os rios voadores têm de 400 a 600 quilômetros de largura e transportam tanta água (na forma de vapor de água) quanto cerca de 25 rios do americano Mississippi.

Quando um rio atmosférico se precipita contra o terreno montanhoso (como a Sierra Nevada e os Andes), libera muito daquele vapor de água na forma de chuva ou neve.

Em muitas áreas da Terra, eles trazem uma contribuição importante para o abastecimento anual de água doce. No entanto, rios atmosféricos mais fortes podem causar enchentes severas, gerando prejuízos à região afetada.

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