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Brasil A Polícia Civil tem 10 dias para concluir o inquérito do assassinato no supermercado

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"Queremos concluir o inquérito em 10 dias, através da reinquirição, na tarde de hoje [sexta], de outras testemunhas", declarou Nadine. (Foto: Polícia Civil/Divulgação)

A chefe da Polícia Civil gaúcha, delegada Nadine Anflor, afirmou que os dois seguranças envolvidos na morte do soldador João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos, no Carrefour Passo D’Areia, na Zona Norte de Porto Alegre, estão presos preventivamente. Ela ainda determinou um prazo para a conclusão das investigações.

“Queremos concluir o inquérito em 10 dias, através da reinquirição, na tarde de hoje [sexta], de outras testemunhas. E então queremos levar ao Poder Judiciário um material de provas, para que esses agressores sejam punidos”, explicou Nadine.

Ela afirmou ainda que a corporação está ouvindo testemunhas que estavam no local no momento do crime e agiram “passivamente”, e não quis dizer se as testemunhas serão acusadas criminalmente. No entanto, admitiu que outros crimes podem ter acontecido no local.

“É importante que a população saiba que a Polícia Civil está trabalhando com outros investigados, não apenas esses dois. Tem investigações com pessoas que assistiram a tudo passivamente. Cada participação vai ser apurada de forma rigorosa e rápida”, afirmou Nadine, em entrevista à GloboNews.

Nadine também lamentou que a ocorrência do crime tenha se dado na véspera do Dia da Consciência Negra.

“Essa investigação não tem preferência a outras. Mas é importante que se tenha rápida elucidação, porque é um caso emblemático. É um caso que demonstra falta de empatia das pessoas. Tem que ficar o alerta. É muito triste ter que relatar essa agressão e essa falta de empatia na sociedade, logo no dia de hoje, Dia da Consciência Negra”, concluiu a delegada.

Cartilha

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul iniciou o lançamento de uma série de cartilhas sobre crimes de intolerância. A primeira cartilha, sobre racismo, já está disponível para download no site da instituição, no banner “Crimes de intolerância” (policiacivil.rs.gov.br).

Com uma linguagem direta e sucinta, o material explica, por exemplo, a diferença de termos como racismo, discriminação e preconceito. Todos, diga-se de passagem, configurados como crime. No primeiro caso, o racismo, tem-se a ideia de uma teoria ou crença que estabeleça uma hierarquia entre as raças. Já a discriminação é o ato de segregar ou de não aceitar uma pessoa ou grupo de pessoas em razão da cor da pele. Por fim, ao se falar de preconceito, estamos lidando com conceitos ou opiniões formadas com base na ignorância ou em estereótipos.

Nadine anunciou, para o dia 10 de dezembro, o lançamento da chamada Delegacia da Intolerância.

“No dia 10 de dezembro, vamos inaugurar a primeira Delegacia de Intolerância, que é um lugar apropriado e específico para que as pessoas possam buscar informações, não apenas efetuar denúncias, para que possamos mudar essa triste realidade das intolerâncias e do racismo que acabam gerando consequências na sociedade, como este caso”, disse a delegada Nadine.

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