Quarta-feira, 03 de Junho de 2020

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Política Bolsonaro comenta divulgação de vídeo da reunião ministerial: “Farsa desmontada”

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O presidente Jair Bolsonaro diz que não há comprovações de que ele tenha tentado interferir na PF (Polícia Federal). (Foto: Marcos Corrêa/PR)

O presidente Jair Bolsonaro comentou, em entrevista à rádio Jovem Pan, a divulgação do vídeo da reunião interministerial de 22 de abril. Segundo ele, não há, no material, comprovações de que ele tenha tentado interferir na PF (Polícia Federal). “Qual é o ponto do vídeo que interfiro na PF? Repito: Qual ponto? Não existe. Mais um tiro n’água e mais uma farsa desmontada”, disse.

Ao comentar pontos da reunião, Bolsonaro destacou que “falou com o coração”. “Era algo reservado isso aí, que compete a nós. E as fitas já estão aí. Cada um que interprete como quem queira interpretar. Eu falo com o coração. Não foi um discurso para ser revelado mais tarde”, afirmou.

Tem palavrão? Tem. Se não quer ouvir palavrão vote num ‘embromadinho’ no futuro que não fala palavrão, mas mete a mão no bolso de todo mundo”, disse.

O presidente também se manifestou em suas redes sociais. No Twitter, publicou uma breve mensagem com seu slogan de campanha: “Brasil acima de tudo”. No Facebook, Bolsonaro publicou um trecho da reunião com a mensagem: “Mais uma farsa desmontada; Nenhum indício de interferência na Polícia Federal”,

A declaração foi feita após o ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberar o acesso ao vídeo da reunião ministerial. A decisão foi tomada no Inquérito (INQ) 4831, em que se apuram declarações feitas pelo ex-ministro Sérgio Moro acerca de suposta tentativa do presidente Jair Bolsonaro de interferir politicamente na Polícia Federal. Com a decisão, qualquer cidadão poderá ter acesso ao conteúdo do encontro de ministros com o presidente Jair Bolsonaro.

O decano autorizou o acesso à íntegra da degravação do vídeo. A única restrição imposta foi a trechos específicos em que há referência a dois países com os quais o Brasil mantém relação diplomática. Segundo Celso de Mello, a divulgação, na íntegra, se baseia no “direito à ampla defesa, o direito à prova e o direito à paridade de armas”.

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