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Política Bolsonaro diz que pode participar de debates em 2022, mas com uma condição: que não seja questionado “sobre família e amigos”

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Segundo o presidente, esse tipo de pergunta “não vai levar a lugar nenhum”. (Foto: Alan Santos/PR)

O presidente da República Jair Bolsonaro disse que tem a intenção de participar dos debates eleitorais no ano que vem, mas com uma condição: não ser questionado sobre família e amigos. Segundo o presidente, esse tipo de pergunta “não vai levar a lugar nenhum”.

“É para falar do meu mandato. Até a minha vida particular, fique à vontade. Mas que não entrem em coisas de família, de amigos, porque vai ser algo que não vai levar a lugar nenhum”, disse o presidente em entrevista ao programa “Agora com Lacombe”, da RedeTV!, na noite de quinta-feira (25).

A restrição é uma maneira de o chefe do executivo evitar questionamentos sobre as investigações que envolvem seus filhos e aliados. O senador Flávio Bolsonaro (Patriota) e o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos) são suspeitos de fazerem parte de um esquema de desvio de salário de funcionários de seus antigos gabinetes legislativos, conhecido como “rachadinha”. Já Renan Bolsonaro, o Zero Quatro, é alvo de um inquérito da Polícia Federal que apura suspeita de tráfico de influência. Todos os filhos negam qualquer irregularidade.

Michelle, esposa de Bolsonaro, recebeu em sua conta bancária 84 mil reais em recursos vindos de Fabrício Queiroz, amigo de Bolsonaro acusado de ser organizador do esquema de rachadinha no gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

“Eu pretendo participar de debates. Não pude da última (vez, em 2018) porque estava convalescendo ainda (por conta da facada). Da minha parte não vai ter guerra, eu tenho 4 anos de mandato para mostrar o que fiz agora, eu não posso aceitar provocação, coisas pessoais, porque daí você foge da finalidade de um bom debate”, afirmou o presidente.

Na campanha eleitoral de 2018, Bolsonaro também afirmou que participaria dos debates, mas não compareceu a nenhum após a facada.

No segundo turno, ele foi liberado pelos médicos, mas preferiu não enfrentar Fernando Haddad nos debates marcados pelas TVs Record e Globo alegando desconforto. À época, ele ainda usava uma bolsa de colostomia, retirada em uma nova cirurgia em 2019. As informações são do jornal O Globo e da agência de notícias Reuters.

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