Segunda-feira, 18 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 24 de junho de 2021
Projeto estabelece marco temporal até 5 de outubro de 1988, entre outras alterações
Foto: Ascom/DivulgaçãoA CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (23), por 40 votos favoráveis e 21 contrários, o projeto de Lei (PL) 490/2007, que altera o Estatuto do Índio definido na Constituição de 1988.
Na prática, o projeto estabelece um marco temporal para demarcação de terras, tornando o processo mais complexo. Segundo o texto, serão passíveis de demarcação somente as áreas ocupadas pelos índios até 5 de outubro de 1988, ou as terras em renitente esbulho (perda do bem por violência, clandestinidade ou precariedade).
O relator do projeto, Arthur Maia (DEM-BA), tomou como base, na elaboração do texto, o julgamento da demarcação da terra indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima. Além do marco temporal, Maia adotou o entendimento de renitente esbulho como conflito possessório, iniciado no passado e persistente até o marco demarcatório temporal da data da promulgação da Constituição de 1988.
De acordo com o texto, os processos administrativos de demarcação de terras indígenas ainda não concluídos serão adequados à nova proposta. O projeto proíbe a ampliação de terras indígenas já demarcadas, o que também gera polêmica.
O texto apresentado por Maia torna obrigatória a participação de estados e municípios nos procedimentos de demarcação em que se localize a área pretendida e das comunidades diretamente interessadas nela. O projeto estabelece que o processo seja aberto à manifestação de interessados e de entidades da sociedade civil, desde o início do processo administrativo demarcatório.
A proposta permite a retomada de áreas de reservas destinadas aos povos indígenas, “em razão da alteração dos traços culturais da comunidade ou por outros fatores ocasionados pelo decurso do tempo”.
O projeto abre ainda espaço para a exploração, em terras indígenas, de atividades econômicas, como as que são ligadas ao agronegócio e ao turismo, incluindo celebração de contratos com não indígenas nesse sentido.
“Pretendemos conceder-lhes [aos indígenas] as condições jurídicas para que, querendo, tenham diferentes graus de interação com o restante da sociedade, exercendo os mais diversos labores, dentro e fora de suas terras, sem que, é claro, deixem de ser indígenas”, justificou Arthur Maia.
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Pra que serve o Indio mesmo????
Exploramos este povo a anos…… sob o pretesto de proteger….
Ball Shit…..Temos que trazer este povo para dentro da sociedade……Manter-los num cercadinho ….. NÂO tem futuro…!
Vossa senhoria então se acha o mais inteligentão , é o sabe sabe da Estrela , os indios já andam de calça Jeans e iphone , te liga loko …..
O bozo já tinha afirmado na sua campanha que faria isso.
Engana-se muito quem acha que essa medida trará “benefícios” aos indígenas.
O pior é ler os comentários de gente que se acha muito inteligente e capaz de analisar questões dessa complexidade.
Mas enfim, com esse tipo de gente não vale a pena perder tempo. Esse tipo de gente só berra contra o STF, contra a mídia, contra os índios, contra tudo e contra todos.
Não sei como não berra contra o sol de cada dia.
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