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Olimpíada Comitê Olímpico do Brasil espera classificar mais 100 atletas para os Jogos de Paris

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O castelo Château Saint-Ouen acomodará os serviços médicos e abrigará local específico para o encontro dos atletas com seus familiares e amigos. (Foto: Divulgação)

A 100 dias dos Jogos de Paris, o Comitê Olímpico do Brasil (COB) espera que o Time Brasil cresça em pelo menos 100 atletas. Até o momento, o Brasil tem 187 vagas, em 31 modalidades.

Até julho, o país ainda pode confirmar novos atletas: caso da seleção de basquete masculino, que tem o Pré-Olímpico mundial de 2 a 7 julho. Precisa ser campeã do torneio para viajar à França. E atletas do atletismo, que podem fazer índice olímpico em suas respectivas provas até o dia 30 de junho. Até o momento, o atletismo tem 14 vagas confirmadas. Em Tóquio-2020, a modalidade enviou 55 atletas.

O skate, por exemplo, entra em fase decisiva para a classificação no Street e Park. Dependendo do desempenho dos brasileiros nas competições do Olympic Qualifying Series, na China (maio) e na Hungria (junho), o país poderá levar até 12 atletas a Paris. Nas mesmas competições, o breaking, modalidade que estreia no programa olímpico, luta por classificação.

“Nossa expectativa é classificar mais 100 atletas”, diz Mariana Mello, gerente de Desempenho Esportivo do Comitê Olímpico do Brasil (COB), que afirma ainda que a meta de medalhas é “sempre melhorar” e que por isso o 21, de conquistas em Tóquio, é o alvo. “Costumamos dizer que a cem dias dos Jogos Olímpicos, dificilmente se ganha medalha. Mas pode-se perder. Essa é a fase de ajustes finos e de ansiedade para as últimas classificações. O trabalho já foi feito. Estamos prontos para ir a Paris.”

Segundo Mariana Mello, das 31 modalidades classificadas até aqui, 28 farão algum tipo de aclimatação, sendo que 18 deverão optar pela França. Há esportes, no entanto, que embarcarão direto para Paris, para entrar na Vila dos Atletas. Haverá chegada de atletas por avião, ônibus e trem.

“Tudo indica que pela primeira vez teremos uma delegação com mais atletas mulheres, cerca de 55% do Time Brasil. Ainda tem muita classificação para acontecer, mas é o que imaginamos. Assim como a possibilidade de termos mais medalhas conquistadas pelas mulheres do que pelos homens”, comemora Mariana.

A primeira modalidade que deve aclimatar será o triatlo, em Font Romeu, a partir do dia 12 de junho. O rugby feminino tem programação para aclimatação em Saint-Affrique, na França, entre 7 e 21 de julho. Já a ginástica artística deve chegar em 7 de julho, em Troyes (França). O local receberá ainda a ginástica rítmica e o trampolim. As primeiras equipes que devem entrar na Vila Olímpica, provavelmente no dia 19 de julho, serão a da ginástica artística, do tênis de mesa e de vôlei feminino (a Vila abre no dia 18 e pode haver mudanças).

Já os atletas do surfe têm chegada estimada para 19 de julho em Teahupoo, no Taiti. O Brasil alugou uma pousada “pé na areia” para a delegação, com alimentação brasileira, serviços médicos, fisioterapia, área de força e condicionamento e de vídeo-análise.

Na Vila do Atletas, o COB fará intervenções: alugou equipamento de ar condicionado para manter a temperatura dos quartos entre 21 e 23 graus, ideal para o sono o profundo. Os atletas serão divididos em apartamentos segundo rotina de treino para evitar conflitos. Com a promessa de ser sede dos Jogos “mais verdes de todos os tempos”, Paris-2024 não instalou estes aparelhos na Vila. Os prédios foram projetados com um sistema de resfriamento que retira água do subsolo e fachadas orientadas para receber pouco sol direto.

Além disso, o prédio do Brasil terá uma academia para evitar aglomeração com outras nações na sala de força da Vila, um “aprendizado de Tóquio”. E uma lavanderia também será montada para que os atletas não tenham de encarar as longas filas do local fornecido pelo comitê organizador.

O Brasil terá em Paris 20 toneladas em materiais, entre uniformes e equipamentos esportivos e separados em 10 containers. Estes já começaram a chegar na França: barcos da vela e um container oficina já estão em Marseille há dois anos, local de competição desta modalidade. Isso porque atletas treinaram e testaram equipamentos neste período. O container com os uniformes, fabricados na China já estão a caminho.

Além de Marselha e Teahupoo, o Brasil terá bases em Lille (handebol feminino), Vaires sur Marne (remo e canoagem), Chateauroux (tiro esportivo), Serre Wangari (operação de uniformes e treinos da esgrima e modalidades de luta) e Saint-Ouen, na Região Metropolitana de Paris. Este último será o QG principal.

Localizada a 600 metros da Vila, a cidade de Saint-Ouen foi escolhida pela proximidade e pelas instalações “mais baratas”. O contrato de locação do Chateau de St Ouen, um castelo neoclássico, foi de 200 mil euros (cerca de R$ 1,117 milhão; a cidade gastou o mesmo valor) e fechado há três anos.

Este local será o QG do Brasil, onde serão servidas 4.042 refeições aos atletas do Brasil (opção ao oferecido na Vila) e eles poderão receber familiares e amigos no salão principal do castelo. No local, as equipes de vôlei feminino e masculino terão um ginásio de treino. As informações são do jornal O Globo.

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https://www.osul.com.br/comite-olimpico-do-brasil-espera-classificar-mais-100-atletas-para-os-jogos-de-paris/ Comitê Olímpico do Brasil espera classificar mais 100 atletas para os Jogos de Paris 2024-04-17
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