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Economia Dólar termina o dia cotado no maior valor em quase cinco meses: 5 reais e 26 centavos

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Com o resultado desta terça, passou a acumular alta de 10,80% no mês. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O dólar fechou em alta nesta terça-feira (28), refletindo a piora no sentimento dos mercados internacionais e a persistência de temores fiscais domésticos.

A moeda norte-americana subiu 0,60%, vendida a R$ 5,2649. Na máxima da sessão, chegou a R$ 5,2790. Na mínima, foi a R$ 5,1881. Trata-se do maior patamar de fechamento desde 4 de fevereiro (R$ 5,3206)

Na segunda (27), o dólar fechou em queda de 0,37%, a R$ 5,2334. Com o resultado desta terça, passou a acumular alta de 10,80% no mês. No ano, ainda tem desvalorização de 5,56% frente ao real.

Mercados

Em sinal de piora no apetite por risco global, os principais índices de Wall Street operaram no vermelho nesta terça-feira, após dados sobre a confiança do consumidor dos EUA renovarem temores de uma recessão na maior economia do mundo.

O índice de confiança do consumidor do Conference Board caiu 4,5 pontos, para uma leitura de 98,7, menor nível desde fevereiro de 2021, uma vez que preocupações com a inflação levaram os norte-americanos a antecipar que a economia desacelerará significativamente ou até entrará em recessão no segundo semestre do ano.

No início da sessão, o bom humor chegou a prevalecer nos mercados internacionais depois que a China afrouxou as regras de quarentena e com a notícia de que os líderes do G7 concordaram em estudar a colocação de tetos de preços nas importações de petróleo e gás russos.

Na agenda do dia, o Ministério do Trabalho e da Previdência Social divulgou que o Brasil gerou 277 mil empregos com carteira assinada em maio deste ano, contra 197,4 mil vagas em abril.

Na véspera, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou que o pior momento da inflação no Brasil já passou, destacando que o país está muito perto de finalizar todo o trabalho de elevação de juros para domar a alta de preços. Há duas semanas, o Banco Central subiu a taxa Selic em 0,5 ponto percentual, a 13,25% ao ano, e disse que antevê um novo ajuste, de igual ou menor magnitude, na reunião de agosto.

Entre as incertezas domésticas com potencial de afetar os mercados, os analistas citam o ressurgimento do risco fiscal em meio a propostas de aumento do gasto público às vésperas das eleições.

Os receios fiscais locais ganharam força desde que o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), relator da chamada PEC dos Combustíveis, afirmou que o texto vai incluir na Constituição federal um aumento de R$ 200 no valor do Auxílio Brasil, reajuste do auxílio-gás em torno de R$ 70 e a criação de um “voucher caminhoneiro” de R$ 1.000.

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