Terça-feira, 20 de Outubro de 2020

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Geral Facebook quer lançar óculos Ray-Ban com realidade aumentada em 2021

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Dispositivo ajudará na pesquisa e desenvolvimento de realidade aumentada da empresa. (Foto: Facebook/Divulgação)

O Facebook está trabalhando em parceria com a empresa italiana Luxottica para a produção de óculos Ray-Ban com funções tecnológicas. O projeto foi anunciado pelo CEO da empresa, Mark Zuckerberg, na última semana, durante o evento online Facebook Connect. A expectativa é de que o wearable seja apresentado ao público em 2021.

Detalhes do acessório e funcionalidades ainda não foram revelados, mas a empresa confirmou que ele não será classificado como um óculos de realidade aumentada (AR). No entanto, ele vai contribuir com as pesquisas da tecnologia, uma vez que os testes do dispositivo serão usados no Projeto Aria, uma iniciativa da empresa focada no desenvolvimento de produtos de realidade aumentada.

De acordo com Zuckerberg, a parceria com a Luxottica visa combinar tecnologia e óculos de alta qualidade, além de trazer ao consumidor uma maior variedade de estilos e design elegante. Além da Ray-Ban, a Luxottica possui outras marcas bastante conhecidas, como a Oakley, e fabrica óculos para grandes marcas, como a Versace.

Ainda não existem informações a respeito do nome e aparência dos óculos e pouco se sabe sobre suas funcionalidades além de que eles não contarão com display integrado e nem tecnologia AR. Dessa forma, espera-se que ele seja semelhante a outros modelos conhecidos, como o Snapchat Spectacles e o Amazon Echo Frames.

Apesar de não serem classificados como um óculos AR, os testes do wearable vão contribuir com Projeto Aria, também apresentado no Facebook Connect. O projeto é uma iniciativa da empresa para o desenvolvimento de sua primeira geração de dispositivos de realidade aumentada e já conta com um protótipo funcional de óculos AR para fins de pesquisa, que deve começar a ser testado ainda este mês.

Os possíveis óculos AR serão testados por funcionários selecionados do Facebook que, devidamente identificados, usarão os óculos em áreas pública, no trabalho e em casa. Os experimentos deverão ajudar a compreender movimentos da cabeça e dos olhos, além de usar os dados de vídeo, áudio e de localização coletados para o desenvolvimento dos óculos para comercialização.

Os dados dos testes do Projeto Aria visam ainda o desenvolvimento de dispositivos de realidade aumentada de forma segura, pensando na privacidade do usuário a fim de evitar falhas de segurança como aconteceu com o Google Glass, que permitia que hackers invadissem os óculos, dando acesso às imagens e concedendo controle completo ao equipamento.

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