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Política Filha de Roberto Jefferson, Cristiane Brasil anuncia desfiliação do PTB após polêmicas com a presidente da sigla

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Cristiane estava no partido do pai há 20 anos. (Foto: Antonio Augusto/Câmara dos Deputados)

A filha de Roberto Jefferson e ex-deputada, Cristiane Brasil, anunciou sua desfiliação do PTB.

No post, feito no Twitter, Cristiane publicou um print de um e-mail enviado ao deputado estadual Marcus Vinícius Neskau (RJ), vice-presidente nacional da legenda, para formalizar seu pedido de saída da sigla.

“Depois de 20 anos de filiação estou fechando o ciclo aqui. Gratidão e paz!”, escreveu.

A reviravolta aconteceu após a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de afastar Jefferson da presidência do partido.

Agora, o PTB elegeu Graciela Nienov, desafeto de Cristiane. As duas já brigaram diversas vezes em público.

“Não serei liderada por uma panfleteira semi-analfabeta que quer enterrar meu pai vivo, junto com o dirigente-advogado de “defesa” de seus interesses partidários (pq do meu pai é que não é), Luiz Gustavo. O último que sair apaga a luz. Fui!”, publicou Cristiane Brasil, também no Twitter.

Carta

Em uma carta escrita à mão dentro do complexo penitenciário de Bangu, o presidente afastado do PTB, Roberto Jefferson, afirmou a um aliado que planeja se candidatar ao Senado nas eleições de 2022. No bilhete, Jefferson disse que a sua candidatura ”daria uma forte ajuda” a Bolsonaro.

Em texto endereçado a “José Carlos”, um amigo, Jefferson fala sobre o plano. “Pretendo disputar o Senado no ano que vem. Daria uma forte ajuda ao Bolsonaro como freio ao STF. Você viria como meu suplente”, escreveu.

O ex-deputado, no entanto, fez uma ressalva. ”Caso eles empurrem meu encarceramento até as eleições, precisarei mudar o projeto”.

A carta foi enviada na última quinta-feira (16). O ex-deputado ainda disse que o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, ”aposta que não serei candidato a nada”. O presidente Jair Bolsonaro se filiou à legenda em novembro, depois de dois anos sem ter um partido para chamar de seu.

Alvo de inquérito que apura a atuação de uma milícia digital, o ex-deputado está preso desde agosto por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. Na carta, Roberto Jefferson chamou o magistrado de ”Xandão” e afirmou que Moraes e Valdemar possuem relação com o ex-ministro José Dirceu (PT).

O ex-deputado ainda se mostrou preocupado com a decisão da subprocuradora-geral da República Lindôra Maria Araújo. Na semana passada, Lindôra enviou um parecer ao STF defendendo a manutenção da prisão em razão do comportamento de Jefferson.

Dias depois, o STF manteve a prisão preventiva do presidente afastado do PTB, após a defesa pedir a revogação da medida ou sua ida para o regime domiciliar.

De acordo com a decisão de Moraes, ainda há necessidade de manter Roberto Jefferson preso por entender que a medida é “necessária e imprescindível à garantia da ordem pública e à instrução criminal”.

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