Terça-feira, 13 de Abril de 2021

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Rio Grande do Sul Autoridades apertaram o cerco às aglomerações no Litoral Norte gaúcho neste carnaval

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Brigada Militar vem atuando de forma preventiva para dispersar aglomerações no Litoral.

Foto: Divulgação BM
Brigada Militar vem atuando de forma preventiva para dispersar aglomerações no Litoral. (Foto: Divulgação/BM)

A Brigada Militar (BM) e outras autoridades intensificaram a fiscalização das medidas de combate ao coronavírus no Litoral Norte do Estado até esta terça-feira, quando chega ao fim o que para muitos gaúchos aproveitaram como feriadão de Carnaval. No foco principal das ações estão as aglomerações, que desafiam leis e o próprio bom senso.

Em um contexto no qual a pandemia continua demandando cuidados especiais, as festas de Carnaval estão proibidas, por não atenderem aos protocolos mínimos de segurança sanitária. Mas para muita gente, as estatísticas sobre casos de contágio e óbitos por Covid não parecem suficientes para uma sensibilização.

Basta ver os números: desde a última quinta-feira o Comando Regional de Polícia Ostensiva da corporação já havia agido em pelo menos 74 incidentes envolvendo alta concentração de pessoas, a maioria em Capão da Canoa (41) e a maioria no domingo (14) e no final da tarde (retorno da praia para casa) e após a meia-noite (jovens nas ruas).

O Disque Denúncia/150 recebeu seis denúncias de aglomeração, sendo quatro confirmadas. Outras 21 foram recebidas pelo telefone 190 da BM. O número de atendimentos para situações de perturbação do sossego público foi de 49, com apreensão de equipamentos de som e produção de termos circunstanciados.

O comandante do CRPO Litoral, coronel Marcel Vieira Nery, destacou que, nas aglomerações, a BM vem atuando de forma preventiva, com o trabalho dos agentes de Inteligência, e com o emprego da tropa para dissuadir os grandes grupos, quando necessário, de forma técnica a evitar confrontos.

Eventuais mobilizações de maior impacto ostensivo, com policiamento montado ou pelotões de Choque, exigem extrema cautela, em razão de as praias serem locais de área aberta, além de haver a presença de crianças e idosos, bem como de cidadãos alheios às aglomerações. Por isso, só são adotadas em último caso. Até o momento, as ações da BM têm sido exitosas em realizar as dispersões de aglomeração sem a ocorrência de confrontos.

“Também há uma sinergia com as prefeituras para que atuem de forma preventiva, por meio de suas Guardas Municipais e agentes de vigilância sanitária”, reforçou o oficial. A BM atua conforme demanda das prefeituras.

De acordo com o mais recente decreto estadual sobre o distanciamento controlado, os municípios em cogestão na pandemia podem flexibilizar as regras para uso da orla das praias desde que assumam a responsabilidade pelas condições de fiscalizar as medidas sanitárias para contenção da Covid.

As forças de segurança que estão no Litoral para ações de combate ao crime também atuam em situações sanitárias quando os agentes municipais de fiscalização enfrentam dificuldades ou resistência para a dispersão de aglomerações, como aconteceu no fim de semana na orla de Capão da Canoa.

Já no Litoral Sul, foram registradas somente duas ocorrências de aglomerações de sexta-feira a domingo. Durante as ações de policiamento, 70 pessoas foram abordadas e um termo circunstanciado foi confeccionado.

Interior

Ainda que as ocorrências de aglomeração tenham chamado mais a atenção no Litoral, a BM também intensificou ações de policiamento e fiscalização nas demais cidades gaúchas. Entre a sexta-feira (12) e esta segunda-feira (15), ao menos 843 ações foram realizadas em outras regiões gaúchas. Boa parte contou com apoio de outros órgãos de segurança, saúde e fiscalização de trânsito.

Por meio do Disque Denúncia, foram recebidas 24 denúncias de aglomerações, sendo 18 confirmadas. Pelo 190, houve mais 123 denúncias, das quais 63 acabaram confirmadas. No total, 1.667 pessoas foram abordadas. Houve ainda duas prisões em flagrante e a confecção de 93 termos circunstanciados.

Além de praia e balneários, ocorrências em bares, casas noturnas, condomínios/salões, estabelecimentos comerciais, praças, residências e vias públicas demandaram intervenção policial. Ao menos oito festas clandestinas acabaram interditadas.

Diversas barreiras foram realizadas com o intuito de fiscalizar o trânsito, realizar o teste do etilômetro (popularmente conhecido como bafômetro) e coibir crimes.

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