Domingo, 31 de agosto de 2025
Por Redação O Sul | 11 de julho de 2025
O governo de Gâmbia resolveu reagir a uma prática popular desde os anos 1990: turistas idosas, especialmente britânicas, vão ao pequeno país da África Ocidental atrás de sexo com nativos. Pacotes baratos para a ex-colônia britânica caíram como uma luva no orçamento da terceira idade e uma enxurrada de turistas desembarcou na nação, espremida pelo território do Senegal.
A reputação de turismo sexual é tão forte que o país é conhecido como “Gran-bia” (gran é vovó em inglês).
Porém, o órgão que cuida do turismo em Gâmbia decidiu reagir e implorar por “turistas de qualidade”.
“O que queremos são turistas de qualidade. Turistas que venham para aproveitar o país e a cultura, mas não turistas que venham apenas para sexo”, pediu a entidade, de acordo com o “Daily Star”.
Um documentário chamado “Sexo na Praia” chocou os espectadores quando a repórter Seyi Rhodes revelou bares lotados de mulheres brancas idosas em busca de homens gambianos bem mais jovens e com a promessa de “sexo mais viril”. Algumas chegam a se apaixonar e passam a viver em Gâmbia ou levam o parceiro para morar no Reino Unido. Há idosos também envolvidos no turismo sexual no país africano, mas em número bem menor.
Milhares de mulheres ocidentais agora viajam para os resorts da região todos os anos, transformando-os num verdadeiro Tinder para turistas ávidas por sexo com homens bem mais jovens. Por outro lado, homens locais passaram a contar com as libras que conseguem com as britânicas que desembarcam no país como uma forma de renda informal.
Muitos habitantes locais temem que os homens muitas vezes iniciem relações para obter ganhos financeiros, uma vez que o país é assolado por uma crise econômica com salários baixos e oportunidades de emprego escassas, o que criou pobreza generalizada.
Embora o trabalho sexual seja ilegal na Gâmbia, os homens que entretêm essas mulheres poderiam muito bem receber presentes financeiros que poderiam ajudar a sustentar as suas famílias em dificuldades.
Kausu Samateh, um guia turístico local, disse ao The Telegraph: “As pessoas aqui são pobres, por isso não têm escolha. Esses homens esperam que as mulheres os levem para a Europa, onde poderiam ter uma vida melhor”.
O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de Gâmbia em 2022 foi de 0,495, o que deixa o país na 174ª posição no ranking global. Já no ranking da prevalência da Aids em adultos no planeta, a nação ocupa a preocupante 25ª posição. As informações são do jornal Extra.