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| Hospital reclama de custo para vigiar Roberto Jefferson

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Ministro Alexandre de Moraes, do STF, vai decidir se presidente nacional do PTB volta para cadeia ou vai para prisão domiciliar. (Foto: Felipe Menezes/PTB)

O Hospital Samaritano da Barra pediu recentemente, em ofício à Polícia Federal, que fossem enviados policiais federais para monitorar o ex-deputado Roberto Jefferson, que está internado há mais de um mês na Barra da Tijuca, Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro. Segundo o documento, o hospital “não tem mais condições de suportar os ônus financeiro e humano decorrentes dessa vigilância privada 24 horas por dia”.

Jefferson recebeu alta hospitalar na quarta-feira (6), após 35 dias internado. Primeiro para tratar uma infecção urinária e depois para um cateterismo. A assessoria do hospital não quis comentar publicamente o caso.

O ofício do hospital foi enviado pela PF ao ministro Alexandre de Moraes, que determinou a prisão do ex-deputado no dia 13 de agosto. Na decisão, o ministro escreveu que o político faz parte de uma “possível organização criminosa” que busca “desestabilizar as instituições republicanas”. Jefferson aguarda Moraes decidir se vai para a prisão domiciliar ou volta para o sistema prisional.

Escolta

Enquanto isso, o Hospital Samaritano pede “que sejam enviadas informações sobre o procedimento a ser seguido para a desospitalização e a transferência do custodiado, bem como requerer o envio, tão célere quanto possível, de equipe policial para fazer a escolta do sr. Roberto Jefferson”.

No ofício enviado à PF, afirma que “O hospital vem custeando, há quase 35 dias, um posto de vigilância privada, 24 horas por dia, em frente ao quarto do sr. Roberto Jefferson; ocorre que, lamentavelmente, o hospital não tem mais condições de suportar os ônus financeiro e humano decorrentes dessa vigilância privada 24 horas por dia, seja porque não possui poder de polícia, seja porque não detém condições de garantir a devida segurança ao paciente/custodiado, bem como aos colaboradores e demais pacientes do hospital.”

Condenações

Em fevereiro, Roberto Jefferson foi condenado a pagar R$ 50 mil para o ministro Alexandre de Moraes por tê-lo chamado de “Xandão do PCC”, em alusão ao boato de que Alexandre teria advogado para a facção criminosa Primeiro Comando da Capital. Também foi condenado a pagar R$ 10 mil para a esposa do ministro, por ter insinuado, sem provas, que esta teria sido favorecida pelo cargo do marido.

Em 13 de agosto, Jefferson teve a prisão preventiva decretada por Alexandre por envolvimento em uma milícia digital que atua contra democracia. Moraes ainda determinou o bloqueio das redes sociais do ex-deputado — especificamente o Twitter, que, segundo o ministro é “necessário para a interrupção dos discursos criminosos de ódio e contrário às Instituições Democráticas e às eleições”.

Segundo o inquérito, em uma conversa obtida pela PF, o ex-deputado afirmou defender um “ato institucional”, nos moldes do AI-5, contra o STF. A fala teria sido endereçada ao empresário e militante bolsonarista Otávio Fakhoury.

Os investigadores também apuram se há relação entre os ataques a órgãos públicos com o chamado “gabinete do ódio”, que contaria com a suposta influência de filhos do presidente Jair Bolsonaro, e se os ataques eram supostamente financiados com dinheiro público.

Nos últimos anos, Jefferson se tornou uma espécie de expoente da tropa de choque virtual do presidente Bolsonaro. A preocupação no entorno bolsonarista é que Alexandre de Moraes tem dado mostras que está cada vez mais próximo de integrantes da base do presidente.

Mensalão

Roberto Jefferson foi condenado em 2012 a 7 anos e 14 dias de prisão julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ele disse na época ser vítima de si mesmo. Jefferson também rejeitou a tese de que teria vendido o apoio de seu partido ao PT.

“Embora não concorde com as imputações, recebo com serenidade a decisão dos ministros. E reafirmo: não vendi o meu partido ao PT nem me apropriei para fins pessoais de nem um centavo sequer do dinheiro que a mim chegou para financiar campanhas eleitorais”.

Roberto Jefferson foi condenado a mais de 10 anos de reclusão em regime fechado, mas como recebeu o benefício da delação premiada, reduzindo em um terço a pena, sua pena foi reduzida para 7 anos e 14 dias e cumprida em regime semiaberto.

Em maio de 2015, passou a cumprir o restante de sua pena em regime aberto, após autorização concedida pelo ministro Luís Roberto Barroso. Em março de 2016, foi indultado, junto a outros cinco corréus, pelo mesmo ministro Barroso, com base no indulto presidencial de natal de 2015, e quitou sua dívida com a Justiça.

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