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Mundo iPhone 13: Apple confirma que produção pode ser afetada por falta de chips

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iPhone 13 aparece em imagens vazadas com novas cores. (Foto: Reprodução/Apple Tomorrow)

Pela primeira vez, executivos da Apple falaram claramente que a produção do iPhone 13 pode ser afetada por causa da escassez de chips de informática, e isso deve desacelerar o crescimento da receita do quarto trimestre. Não é a primeira vez que a companhia passa por esse contratempo, pois a fabricação de iPad e Macs enfrentam a mesma dificuldade.

O próprio Tim Cook, CEO da Apple, disse aos investidores que os chips insuficientes são mais antigos, mas ainda necessários como suporte para diversas funções no iPhone. O dirigente não soube responder, porém, quando a escassez terá fim e como isso afetará os próximos trimestres da empresa.

A Apple não é a primeira empresa a sofrer com a chamada crise dos chips. A Samsung pode ter cancelado o lançamento da versão mais econômica do Galaxy Z Flip 3 Lite, que era cogitado para agosto de 2021. Antes disso, pelo mesmo motivo, a fabricante sul-coreana já havia cancelado o Galaxy S21 FE com CPU da Qualcomm e o Note 21.

Alheio aos possíveis atrasos de lançamento, os rumores sobre o formato e a ficha técnica do iPhone 13 seguem a todo vapor. Os vazamentos mais recentes indicam que o próximo smartphone pode ter tela OLED, a presença do chip A15 Bionic, que deve ter uma sensível melhoria de desempenho, além de bateria mais duradoura.

Por outro lado, o iPhone 12 foi lançado dentro do prazo e chegou no Brasil no final de 2020 com comunicação 5G e tela de 6,1 polegadas, além de câmeras dianteira e traseira com sensores de 12 megapixels. Atualmente, o aparelho custa a partir de R$ 6.166,00 na Amazon.

Crise dos chips semicondutores

A crise global dos chips semicondutores pegou em cheio diferentes setores da indústria e vem sendo um problema para basicamente todo mundo. Desde eletrodomésticos, até automóveis, passando pelos consoles, diversas empresas precisaram alterar os esquemas ou até paralisar suas linhas de produção por conta da escassez do componente.

As fabricantes do produto vêm tentando aumentar sua capacidade de produção e alterar os seus processos de fabricação. Entre as principais medidas estão a abertura de capacidade sobressalente, auditoria dos pedidos dos clientes para evitar a acumulação e trocas nas linhas de produção.

Mas mesmo com todas essas medidas, a crise segue fortíssima e as estimativas são de que não haverá uma resolução, pelo menos até o ano que vem. As causas para esse problema são diversas, e vão desde a guerra comercial entre Estados Unidos e China, até um erro de cálculo que levou alguns fabricantes a estocarem sua produção no início da pandemia.

EUA x China

Entre os chips que estão mais em falta no mercado, estão os de tecnologia mais simples, que são usados em uma gama maior de produtos, como os automóveis. No entanto, a indústria do setor tem focado seus esforços na fabricação de chips mais elaborados, necessários para equipamentos com 5G e servidores, por estes serem mais lucrativos.

Essa abordagem acabou falhando com a chegada da pandemia, que mudou os padrões de consumo de alguns consumidores. Ao passarem para o regime de trabalho remoto, precisaram investir em novos equipamentos. Isso acabou deixando os fabricantes mal equipados para lidar com essa demanda crescente.

Além disso, a crise de oferta aumentou bastante por conta da guerra comercial entre EUA e China, principalmente durante 2020. O ex-presidente Donald Trump restringiu gradualmente a venda de chips produzidos nos Estados Unidos para alguns compradores chineses, o que fez com que empresas de tecnologia do país passassem a estocar chips.

“Agora [as empresas chinesas] estão acumulando estoques por um mês, três meses ou mesmo seis meses, e interromperam todo o sistema”, declarou o vice-presidente da Huawei, Eric Xu. Em 2020, as importações de semicondutores da China aumentaram 15% e movimentaram US$ 35,9 bilhões (R$ 199,13 bilhões) somente no mês de março, segundo a alfândega chinesa.

Uma dose de azar

A produção também foi interrompida no Japão por conta de um incêndio em uma fábrica, nos Estados Unidos por conta do frio extremo. Taiwan, que é um importante polo de produção de semicondutores, ameaça reduzir a fabricação por conta de uma forte seca que atinge o país atualmente e o processo precisa de grandes quantidades de água.

Hoje, estima-se que os semicondutores sejam o quarto produto mais comercializado do mundo, ficando atrás somente dos automóveis, petróleo refinado e do petróleo bruto. Como dito anteriormente, os fabricantes investiram na produção de chips mais sofisticados para a produção de aparelhos mais tecnológicos.

No entanto, carros e eletrodomésticos exigem componentes mais rudimentares e até mesmo itens de tecnologia de ponta, como smartphones 5G, necessitam de quantidades maiores de chips mais simples. Um exemplo disso são os reguladores de energia e microcontroladores, que executam uma série de funções dentro dos equipamentos.

Um telefone 5G leva até oito chips de gerenciamento de energia, os dispositivos da geração anterior, a 4G, levam somente três desses chips. Porém, no ano passado, 27% de todos os gastos com equipamentos de produção de semicondutores foram destinados para a fabricação de chips avançados, contra apenas 11% investidos em equipamentos mais simples.

Mudar não é fácil

Com a necessidade de se produzir chips mais simples, uma opção seria mudar as linhas de produção. Contudo, essa alteração não é tão simples, embora seja possível.

Em geral, o processo de construção e equipamento de uma planta fabril de semicondutores leva em torno de dois anos ao custo de alguns bilhões de dólares. As máquinas são complexas para serem construídas e grandes para serem transportadas, o que dificulta a mudança de fábricas já construídas ou a instalação de novas linhas de produção.

Apesar da alta demanda atualmente, as fabricantes não se sentem seguras para fazer investimentos tão grandes por não saberem ao certo se aumentar a capacidade agora não vá prejudicá-las no futuro, deixando as empresas com uma enorme capacidade ociosa.

Apesar disso, as fabricantes já anunciaram que devem aumentar sua capacidade de produção e construir fábricas mais diversificadas. Porém, o processo ainda vai demorar um pouco e só deverá ser concluído em dois ou três anos. Enquanto isso, a crise deve continuar, os preços podem subir e alguns produtos sumirem, como já acontece com o PlayStation 5 e os Xbox Serie S e X.

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