Segunda-feira, 03 de Agosto de 2020

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Mundo Machu Picchu reduzirá capacidade a 2.244 visitantes ao dia ao reabrir após a pandemia

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A recomendação faz parte de um relatório do Ministério da Cultura, que teve a aprovação adiada por vários meses por causa da pandemia do novo coronavírus

Foto: Reprodução
A recomendação faz parte de um relatório do Ministério da Cultura, que teve a aprovação adiada por vários meses por causa da pandemia do novo coronavírus. (Foto: Reprodução)

A cidadela inca de Machu Picchu, a joia do turismo peruano, receberá diariamente um máximo de 2.244 pessoas, metade dos turistas que entravam na alta temporada antes da pandemia, ao reabrir em data ainda não definida, informou o governo nesta terça-feira (07).

Foi estabelecida “a capacidade de entrada em Machu Picchu a 2.244 visitantes por dia”, afirma a normativa publicada no Diário Oficial, que inclui recomendações da Unesco ao Peru.

O limite de turistas havia sido sugerido por especialistas internacionais às autoridades peruanas como forma de evitar a deterioração gradual de Machu Picchu, que é Patrimônio Cultural da Humanidade desde 1983.

A recomendação faz parte de um relatório do Ministério da Cultura, que teve a aprovação adiada por vários meses por causa da pandemia do novo coronavírus. Antes disso, cerca de 2.000 a 3.000 pessoas entravam diariamente na cidadela de pedra. Na alta temporada, o número subia para 5.000.

Para reativar a economia e o turismo, o governo planejava reabrir Machu Picchu com acesso limitado em 1º de julho, mas suspendeu seus planos por medo de contaminar as populações vizinhas. Em junho, o governador de Cusco, Jean Paul Benavente, havia dito que o limite seria de “675 visitantes nacionais e estrangeiros por dia”.

O Peru mantém suas fronteiras fechadas há quase quatro meses, o que causa um colapso do turismo, principalmente em Cusco, a antiga capital do império Inca, localizada a 72 km das famosas ruínas, onde ao menos 100.000 pessoas vivem desse setor.

Desde que Machu Picchu abriu suas portas para o turismo, em 1948, somente tinha fechado por dois meses em 2010, quando uma barragem destruiu uma ferrovia que leva à cidadela.

Durante o início pandemia, o governo peruano reforçou a vigilância por medo de roubos arqueológicos na área. Neste ano, o turismo peruano registrou perdas de aproximadamente US$ 3,35 bilhões, segundo o primeiro-ministro, Vicente Zeballos.

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