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Rio Grande do Sul Mais de 500 profissionais de saúde mental participam de capacitação para atender atingidos pelas enchentes

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Escuta é considerada essencial no atendimento.

Foto: Cristine Rochol/PMPA
Escuta é considerada essencial no atendimento. (Foto: Cristine Rochol/PMPA)

Uma capacitação on-line sobre cuidado em saúde mental com a população atingida pelas enchentes no Rio Grande do Sul teve a participação de mais de 500 profissionais de saúde. Promovida pela Secretaria da Saúde (SES), a formação foi conduzida pela especialista em psicologia em emergências e desastres, Débora Noal, que está atuando com a Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) no Estado.

Débora compartilhou orientações sobre a abordagem e os cuidados com as pessoas em sofrimento emocional ocasionados pelos eventos climáticos que resultaram na situação de calamidade pública em que o RS se encontra.

O guia sobre Primeiros Cuidados Psicológicos para trabalhadores que estão na linha de frente, publicado pela Organização Pan Americana de Saúde (Opas), orienta sobre as formas de acolher e escutar pessoas vítimas de desastres que se encontram em condições traumáticas. Perdas de entes queridos, abandono repentino das residências, trabalho e subsistência, necessidade de se deslocar para abrigos, falhas de comunicação e falta de informações sobre familiares e amigos, bem como perdas de animais de estimação, são fatores que afetam a saúde mental e emocional.

Para o acolhimento e cuidado dessas pessoas, a escuta é considerada essencial, junto do oferecimento de cuidados práticos para suprir necessidades básicas – como alimentação, água e informações sobre serviços e suportes sociais.

A estratégia de atenção psicossocial desenvolvida pela SES passa pela qualificação dos trabalhadores de saúde. O foco também é reconstruir as redes de atendimento onde for necessário. Essas ações são desenvolvidas com apoio das Coordenadorias Regionais de Saúde (CRS). A Política Estadual de Saúde Mental da SES foca também em construir uma linha de cuidado que inclua as equipes de atenção básica psicossocial.

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Eloa Guterres
10 de maio de 2024 18:02

Como vão atender as pessoas de longe? Qualquer atendimento tem que ser presencial.

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