Terça-feira, 26 de Maio de 2020

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Saúde O ministro da Saúde anuncia a compra de 6.500 respiradores de empresa brasileira em 90 dias

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O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta e o diretor do Departamento de Logística, Roberto Dias.

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta e o diretor do Departamento de Logística, Roberto Dias. (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta afirmou, nesta quarta-feira (08), que a pasta fechou um grande contrato para comprar respiradores com quatro indústrias brasileiras. Uma delas entregará 6,5 mil respiradores em 90 dias

Segundo ele, esses fabricantes tinham produção limitada e, por meio de uma complexa articulação, expandirão sua capacidade. Mandetta citou especificamente a fabricante Magnamed, mas enfatizou que há outras três indústrias.

Só Magnamed fechou para 6.500 respiradores para 90 dias. A gente espara começar e, no mês de maio, vamos amentando. E, em 90 dias, temos o suficiente com a Magnamed.

Mandetta afirmou que a pasta desisitiu da compra de 15 ml respiradores na China. Ele destacou que não havia segurança de receber os produtos.

“As compras na China estão praticamente todas não se confirmando. Tínhamos uma proposta de uma empresa para trazer até 15 mil respiradores, ela teria até 30 dias. Poderia chegar no 30° dia e dizer que não poderia. Descartamos essa possibilidade”, disse.

Mandetta disse que está contando com parcerias com várias empresas de outras áreas numa “enorme força-tarefa” para viabilizar a produção de equipamentos. Ele citou Klabin, Positivo, Embraer, White Martins e bancos, entre outras.

O diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias, afirmou que a meta da pasta é adquirir, em 90 dias, um total de 14 mil respiradores (7 mil de UTI e 7 mil de transporte) fabricados no Brasil. Desse universo, somente os 6,5 mil citados por Mandetta já estão contratados, segundo esclareceu o Ministério da Saúde. Há, segundo Dias, dificuldades para adquirir peças importadas necessárias na fabricação dos aparelhos.

“O grande desafio é a cadeia de suprimento, porque ainda dependemos de peças internacionais, onde inclusive o Ministério das Relações Exteriores também nos auxilia para obtenção e priorização junto dos países fabricantes dessas peças”, afirmou Dias.

Em relação aos EPIs (Equipamentos de Proteção Individual), o ministro afirmou de que já foram repassados mais de 50 milhões aos Estados. Na próxima sexta-feira (10), a perspectiva é que chegue um novo carregamento de 40 milhões. Já os testes rápidos tiveram 500 mil kits distribuídos. Até sexta, a promessa é de entrega de mais 1 milhão de exames.

Aporte de verbas

De acordo com Mandetta, o Ministério da Saúde já aportou R$ 7,6 bilhões em ações de prevenção e combate ao novo coronavírus. Do montante, R$ 600 milhões foram repassados aos estados para planos de contingência, somados a outros R$ 430 milhões, proporcionais à população de cada Unidade da Federação. Cerca de R$ 900 milhões foram destinados ao programa “Saúde na Hora”, R$ 1, 5 bilhão para compra de EPIs e R$ 650 milhões para leitos.

Além disso, está em construção o primeiro hospital de campanha em Goiás, na região do entorno do Distrito Federal. Conforme Mandetta, a decisão de criar o centro de apoio à pessoas infectadas pelo novo coronavírus se deveu ao fato do governador, Ronaldo Caiado, ter solicitado ajuda emergencial. O governo é responsável pela construção, entretanto, administração, insumos e recursos humanos deverão ser fornecidos pelo governo de Goiás.

Outras estruturas semelhantes poderão ser montadas para atender populações indígenas. Um caso já foi registrado em uma tribo da etnia yanomami.

Politização

Durante a apresentação, Mandetta criticou representantes do governo de São Paulo. O ministro se referiu a uma fala do infectologista David Uip, que mais cedo revelou ter recomendado ao ministério da Saúde o uso de hidroxicloroquina para tratamento de covid-19.

Mandetta reforçou que a definição médica individual é o que deve ser considerado no tratamento da doença, e que só recomendará a cloroquina e a hidroxicloroquina caso sejam referendadas pelo CFM (Conselho Federal de Medicina) como medicamentos viáveis no tratamento contra o novo coronavírus.

 

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