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Mundo Nova cepa sul-africana do coronavírus gera temor e suspende voos pelo mundo

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As restrições foram impostas após o surgimento da variante ômicron do coronavírus. (Foto: Reprodução)

A nova cepa sul-africana do coronavírus, batizada de Ômicron, tem gerado temor e a suspensão de voos pelo mundo.

A descoberta da nova variante do coronavírus tornou-se causa de preocupação mundial, com autoridades de vários países discutindo medidas de restrição de acesso e mercados financeiros pelo mundo encerrando a semana com números negativos, sinalizando temores em relação aos impactos relacionados ao avanço dessa nova variante.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) chamou a variante de Omicron, seguindo o padrão de uso de letras do alfabeto grego para identificar novas cepas do vírus. De acordo com a Organização, é considerada como “de preocupação”, principalmente pelo alto risco de reinfecção. Já apresentou mais de 30 mutações na chamada proteína S, responsável pela ação do vírus no organismo humano.

Segundo a OMS, o número de casos da nova cepa está crescendo na maioria das províncias da África do Sul, mas será preciso algumas semanas para se ter uma avaliação sobre sua letalidade. Bem como a eficácia das vacinas usadas atualmente contra ela. A recomendação segue sendo a de usar máscaras de proteção e evitar aglomerações.

Mais de 10 países ou territórios já anunciaram restrições a voos de nações africanas devido à variante ômicron (B.1.1.529) do coronavírus descoberta na África do Sul, até o momento.

Outras nações, como Singapura, Japão e Índia, também anunciaram que vão adotar medidas, e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendou ao governo brasileiro que adote medidas de restrição para voos e viajantes de 6 nações africanas.

A B.1.1.529, agora chamada de variante ômicron, preocupa pois tem 50 mutações — algo nunca visto antes —, sendo mais de 30 na proteína “spike” (a “chave” que o vírus usa para entrar nas células e que é o alvo da maioria das vacinas contra a Covid-19).

O virologista Tulio de Oliveira, diretor do Centro para Resposta Epidêmica e Inovação na África do Sul, que anunciou a descoberta da nova variante na quinta-feira (25), afirma que a variante ômicron carrega uma “constelação incomum de mutações” e é “muito diferente” de outros tipos que já circularam.

“Esta variante nos surpreendeu, ela deu um grande salto na evolução [e traz] muitas mais mutações do que esperávamos”, afirma Oliveira, que é brasileiro. Mas ainda é cedo para dizer o quão transmissível ou perigosa é a variante — e seu efeito sobre as vacinas já desenvolvidas.

Os países que já adotaram restrições de viagens devido à nova variante são:

– Alemanha: anunciou que não vai aceitar a entrada de viajantes procedentes da África do Sul. Alemães que voltarem do país terão que fazer quarentena de 14 dias mesmo se estiverem vacinados.

– Bahrein: vai proibir voos de alguns países.

– Croácia: vai proibir voos de alguns países.

– Estados Unidos: O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou que o país vai impor restrições a viajantes oriundos da África do Sul e mais sete nações africanas: Botsuana, Zimbábue, Namíbia, Lesoto, Eswatini, Moçambique e Malawi, a partir de 29 de novembro. As restrições não valem para cidadãos americanos.

– França: suspendeu voos do sul da África.

– Hong Kong: anunciou a proibição da entrada de não residentes vindos de 8 países do sul da África, caso tenham permanecido nesses países nos últimos 21 dias: África do Sul, Botsuana, Eswatini, Lesoto, Malaui, Moçambique, Namíbia e Zimbabue.

– Israel: colocou 7 nações africanas em sua lista vermelha sanitária (que impede a viagem de estrangeiros desses países): África do Sul, Botsuana, Eswatini, Lesoto, Moçambique, Namíbia e Zimbábue.

– Itália: proibiu a entrada de qualquer pessoa que esteve em 8 países do sul da África nos últimos 14 dias: África do Sul, Botsuana, Eswatini, Lesoto, Malaui, Moçambique, Namíbia e Zimbábue.

– Reino Unido: colocou seis países na “lista vermelha” de restrições de viagem devido à pandemia de Covid-19: África do Sul, Botsuana, Eswatini, Lesoto, Namíbia e Zimbábue. Com isso, voos comerciais estão temporariamente proibidos e viajantes britânicos ou com residência no Reino Unido que estejam voltando dos locais afetados terão de fazer quarentena de 10 dias mesmo se estiverem vacinados.

– Singapura: Ministério da Saúde de Singapura disse que vai restringir as chegadas de pessoas da região.

– Suíça: proibiu voos diretos saindo da África do Sul e dos outros cinco países da região, além de Israel, de Hong Kong e da Bélgica — países que detectaram essa variante.

– Brasil: a Anvisa recomendou a restrição para voos de 6 nações africanas: África do Sul, Botsuana, Eswatini, Lesoto, Namíbia e Zimbábue. A manifestação foi enviada ao Ministério da Casa Civil, que anunciou que passará a valer em 29 de novembro.

– Holanda: anunciou a suspensão de voos, em 26 de novembro, para viajantes do sul da África.

– Hungria: vai impor restrições aos viajantes de Botswana, Lesoto, Eswatini, Moçambique, Namíbia, África do Sul e Zimbábue.

– Canadá: anunciou proibições de viagens ou restrições ao sul da África na sexta-feira.

– Austrália: anunciou no sábado que proibirá a entrada de não-cidadãos que estiveram em nove países da África Austral e exigirá quarentenas supervisionadas de 14 dias para os cidadãos australianos que retornarem de lá.

– Japão: estenderá seus controles de fronteira mais rígidos para mais três países africanos, após impor restrições a viagens da África do Sul, Botswana, Eswatini, Zimbábue, Namíbia e Lesoto na sexta-feira.

Outros países como Turquia, Emirados Árabes, Ruanda e Irlanda também adotaram barreiras contra viajantes provenientes de países do sul da África.

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