Sábado, 12 de julho de 2025
Por Redação O Sul | 29 de setembro de 2020
Nove em cada dez pacientes recuperados do novo coronavírus relataram ter experimentado efeitos colaterais como fadiga, transtornos psicológicos e perda do olfato e do paladar, de acordo com um estudo preliminar feito na Coreia do Sul.
A pesquisa foi divulgada nesta terça-feira (29), momento em que o número global de mortes pela covid-19 ultrapassou 1 milhão – um marco sombrio em uma pandemia que devastou a economia global, sobrecarregou os sistemas de saúde e mudou a maneira como as pessoas vivem.
Em uma enquete on-line com 965 pacientes recuperados, 879 pessoas ou 91,1% responderam que estavam sofrendo com pelo menos um efeito colateral, disse Kwon Jun-wook, oficial da Agência de Controle e Prevenção de Doenças da Coreia (KDCA).
A fadiga foi o efeito colateral mais comum, com percentual de 26,2%, seguido pela dificuldade de concentração que teve 24,6% de prevalência entre os recuperados, disse Kwon. Outros sintomas incluíram transtornos psicológicos e perda do paladar ou olfato.
Kim Shin-woo, professor da Escola de Medicina da Universidade Nacional Kyungpook em Daegu, buscou comentários de 5.762 pacientes recuperados no país e 16,7% deles participaram da pesquisa. O pesquisador informou que em breve publicará o estudo com mais detalhes.
A Coreia do Sul também está conduzindo um estudo separado com cerca de 16 organizações médicas sobre complicações potenciais da doença. A pesquisa envolve a análise de tomografias computadorizadas em pacientes recuperados.
Aliança
Cem milhões de doses adicionais das futuras vacinas contra a Covid-19 foram reservadas para os países mais pobres, anunciou nesta terça a aliança mundial para a vacinação, a Gavi. A iniciativa trabalha em conjunto com a Organização Mundial da Saúde (OMS).
No início de agosto, a Gavi e a Fundação Bill e Melinda Gates anunciaram um acordo com o Serum Institute of India (SII), a maior fabricante de vacinas do mundo, para garantir o fornecimento de 100 milhões de doses aos países menos favorecidos. As vacinas serão vendidas a US$ 3 (cerca de R$ 16) por dose, segundo a aliança internacional.
Esta colaboração permitirá ao instituto indiano aumentar desde o início sua capacidade de produção. Quando uma ou mais vacinas receberem a aprovação das agências reguladoras e autorização da OMS, as doses poderão ser distribuídas nos países de renda baixa e média, mas não antes do primeiro semestre de 2021.
No âmbito da colaboração, a potencial vacina da AstraZeneca estará a disposição de 61 países, enquanto a da Novavax será enviada para os 92 países apoiados pelo mecanismo Covax.
O mecanismo Covax é parte do dispositivo internacional criado pela ONU para acelerar um acesso equitativo às ferramentas de combate à Covid-19, o ACT Accelerator. A OMS estabeleceu como objetivo dispor de dois bilhões de doses de vacinas até o fim de 2021.