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Rio Grande do Sul Novo mapa provisório do distanciamento controlado aumenta de 19 para 20 as regiões gaúchas com bandeira vermelha

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Apenas a área de Taquara está na cor laranja (risco médio). (Foto: Divulgação/Palácio Piratini)

Divulgado nesta sexta-feira (4), o mapa preliminar da 31ª rodada do distanciamento controlado prevê bandeira vermelha (alto risco de coronavírus) em 20 das 21 “Regiões-Covid” do Estado – uma área a mais que no mapa desta semana. Prefeituras e entidades locais podem recorrer contra a nova configuração, que será definida na segunda-feira pelo governo gaúcho e entrará em vigor no dia seguinte. Os detalhes estão em distanciamentocontrolado.rs.gov.br.

Em vermelho na atual rodada, a região de Taquara foi a única que passou para o laranja (risco médio). Houve redução de 14 para nove (-36%) nos registros de hospitalizações para Covid nos últimos sete dias, além de estabilização no número de óbitos (cinco em cada semana). O indicador de Ativos sobre Recuperados registrou 634 ativos para 1.506 recuperados, representando uma piora no valor dado pela razão em comparação à semana anterior.

Já as regiões de Cachoeira do Sul e Guaíba, as duas únicas em laranja na rodada vigente, após obterem o deferimento dos pedidos de reconsideração, apresentaram piora e passaram novamente para risco alto.

No caso específico da área de Cachoeira do Sul, houve redução de 20% nos registros de hospitalizações por Covid nos últimos sete dias (cinco para quatro) e não ocorreram óbitos pela doença nesta semana, mas com o indicador de estágio de evolução no vermelho, a região ficou com bandeira mais restrita.

No caso do indicador de Ativos sobre Recuperados, a região registrou 152 ativos para 240 recuperados, o que também representa uma piora no valor dado pela razão em comparação à semana anterior.

Guaíba, por sua vez, apresentou aumento de 53% de hospitalizações por coronavírus nos últimos sete dias (17 para 26). O número de óbitos permanece estável (nove em cada uma das duas últimas semanas), nas o indicador apontou 537 ativos para 1.516 recuperados na região, representando uma melhora no valor dado pela razão em comparação à semana anterior.

Quadro geral

De um modo geral, houve piora em todos os indicadores no Rio Grande do Sul. Dentre as maiores variações estão o número de casos ativos de coronavírus (aumento de 20%), os internados em leitos clínicos com Covid registrados nos últimos sete dias (15%) e os óbitos nos últimos sete dias (29%).

As regiões com maior número de novos registros de hospitalizações na semana, por local de residência do paciente, são Porto Alegre (267), Caxias do Sul (162), Passo Fundo (111), Novo Hamburgo (92), Pelotas (76) e Canoas (73).

Contabilizando os pacientes internados por outras causas nesta semana, houve praticamente estabilidade no número de leitos ocupados de UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

Com a manutenção do total de leitos e o aumento de 3% nos pacientes confirmados internados nesse tipo de estrutura, houve nova redução da razão de leitos livres para cada ocupado por Covid, chegando ao menor nível desde o início do distanciamento controlado (em maio): 0,62.

O governo do Estado já anunciou que serão abertos mais 113 leitos nos próximos dias, totalizando 1.986 leitos de UTI para pacientes adultos no âmbito do SUS (Sistema Único de Saúde) – um aumento de 113% ao total antes da pandemia, que era de 933 unidades.

A equipe que monitora os indicadores do sistema de distanciamento controlado chama atenção para a contínua redução de leitos livres de UTI para atender casos de coronavírus no Estado. Há duas semanas, havia 626 leitos de UTI livres para pacientes contaminados pela Covid-19. Na semana passada, eram 522 e, nesta semana, o número caiu para 496.

Alerta

Na avaliação do Comitê de Crise do Palácio Piratini, o novo “lay-out’ reforça o alerta emitido há semanas pelo governador Eduardo Leite, devido à mudança do cenário de estabilização para aumento de internações por Covid no Estado, e que foi ampliado por meio de decreto na última terça-feira (1º).

O documento impôs medidas restritivas por um prazo mínimo de 14 dias, como a suspensão do sistema de cogestão do distanciamento controlado, para unificar as restrições e obrigando todos os locais com alto risco epidemiológico a segui-las para conter a contaminação, e alterações em protocolos de bandeira vermelha.

“Precisamos reforçar a necessidade de cuidados e reduzir a circulação de pessoas e conter a propagação de coronavírus”, frisou o chefe do Executivo ao anunciar as medidas. “Agora, queremos que as pessoas se encontrem menos, em festas e confraternizações, ou mesmo em parques e locais públicos, onde tendem a se cuidar menos. Não é hora de aglomerações. Reduzir contatos é muito importante nesse momento, porque quebramos o ciclo de contágio.”

(Marcello Campos)

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