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Brasil Patrocinadores de Neymar estão apreensivos

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O craque Neymar foi cortado da Copa América devido a uma lesão. (Foto: Reprodução/Instagram)

A acusação de estupro caiu como uma bomba também para os patrocinadores do atacante Neymar. Empresas que possuem contrato com o craque estão acompanhando de perto os desdobramentos do inquérito e se mostram preocupadas com o momento turbulento na vida do jogador.

A Nike, que patrocina Neymar desde que ele tinha 13 anos e tem um contrato até 2022, foi procurada pelo Estado e emitiu uma nota oficial via assessoria de imprensa. “Estamos profundamente preocupados com essas acusações e seguimos acompanhando de perto a situação”, disse.

Quem também se posicionou oficialmente foi a Mastercard. “Nós estamos cientes e preocupados com as sérias alegações. Continuaremos acompanhando a situação”, informou a empresa.

Procurada pela reportagem, a Red Bull também enviou um comunicado na noite de segunda-feira. “Neymar Jr é um parceiro da Red Bull desde 2010. É de responsabilidade das autoridades públicas determinar os fatos reais por trás desta séria alegação”, afirmou.

É comum em contratos entre atletas e patrocinadores terem cláusulas de rompimento para casos extremos. De qualquer maneira, as empresas costumam ter cautela nesse tipo de situação.

Na sexta-feira do dia 31, uma mulher fez um Boletim de Ocorrência acusando Neymar de tê-la estuprado. O jogador se defendeu, confirmou que conheceu a moça e teve relação sexual, mas que foi consentida por ambos.

Para tentar provar sua inocência, o jogador do Paris Saint-Germain e da seleção brasileira divulgou conversas e fotos íntimas da mulher que o acusa. Isso gerou uma investigação da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática, que pretende ouvir o jogador.

Além de toda essa situação, Neymar foi cortado da Seleção Brasileira que vai disputar a Copa América por lesão.

Remoção do vídeo pelo Instagram

O Instagram confirmou que não foi Neymar que removeu o vídeo em que se defende de acusação de estupro, e sim a própria rede social. “O conteúdo foi removido por violar os padrões da comunidade do Instagram”, justificou a empresa sobre a postagem, que mostrava imagens de nudez.

No vídeo, Neymar mostrava a conversa com a mulher, que havia lhe mandado fotos íntimas. O jogador publicou o vídeo com as fotos, sem nenhum tipo de tarja ou algo que disfarçasse. Até ser removido, mais de um dia depois, já tinha mais de 22 milhões de visualizações.

O atacante pode cometido crime previsto no artigo 218C do código penal, que fala sobre a divulgação de imagens de nudez sem consentimento e prevê reclusão de um a cinco anos.

A atitude de Neymar, no entanto, foi defendida pelo pai do atleta. “Não tínhamos uma escolha. Eu prefiro um crime de internet ao de estupro. Mas ele preservou a imagem e o nome. Ele precisava se defender rapidamente. É melhor ser verdadeiro e mostrar o que aconteceu. Sabíamos da chantagem, mas não da coragem de fazer um B.O. em cima de uma situação dessas”, disse “Neymar pai” em entrevista à TV Bandeirantes.

O crime teria acontecido em Paris, na França, no dia 15 de maio, às 20h20, em um hotel de luxo da cidade.

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