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Geral Pesquisa do HCPA mostra influência da série “13 Reasons Why” no suicídio de jovens

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(Foto: Divulgação/ Netflix)

Pesquisadores do Laboratório de Cronobiologia e Sono e do Programa de Depressão na Infância e na Adolescência do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) investigaram como o conteúdo que aborda o suicídio influencia na saúde mental dos adolescentes. Os trabalhos tiveram como base o seriado “13 Reasons Why”, que ganhou popularidade por retratar o suicídio de forma explícita. Foram analisadas as respostas de mais de 28 mil participantes, com idades entre 12 e 19 anos, para entender como a série impactou no pensamento e comportamento dos consultados. Entre os autores, estão dois bolsistas de Iniciação Científica, estudantes de Medicina e de Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Um dos estudos analisou as respostas de 21 mil adolescentes brasileiros e americanos que haviam assistido ao seriado para entender como ele havia influenciado no comportamento suicida e no bullying. Nos mais vulneráveis – quem estava com depressão ou tinha cogitado o suicídio anteriormente – mais de 20% relatou se sentir pior após exposição ao conteúdo. Entre os adolescentes sem sintomas de depressão ou pensamentos suicidas antes de ver a série, 4,7% responderam ter passado a pensar mais em tirar a própria vida.

Também chamou a atenção dos pesquisadores o resultado do impacto sobre o bullying: 41,3% disseram já haver o praticado, mas, depois de ver 13 Reasons Why, 90,1% deles afirmaram ter diminuído a prática. “O mundo inteiro já comentava, mas a primeira evidência concreta foi o estudo feito no HCPA”, comenta a estudante Aline Zimerman, uma das autoras do artigo.

Na segunda pesquisa, mais de sete mil pessoas foram recrutadas por meio de mensagens em grupos de mídia social. Entre os entrevistados, 24% relataram piora no humor após assistirem à série. Essa taxa, no entanto, foi três vezes maior entre os indivíduos que, antes de assistir ao seriado, vivenciaram sentimentos mais frequentes e intensos de tristeza e desmotivação.

Em tempos de fácil acesso ao conteúdo digital e compulsão por tecnologia, a forma como os problemas de saúde mental são retratados na ficção precisam ser cuidadosamente debatidos e pensados. E, no mês da campanha de prevenção ao suicídio – Setembro Amarelo – há uma oportunidade a mais para debater o tema, alertam os pesquisadores.

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