Sábado, 06 de Março de 2021

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Tito Guarniere Quem é o pior dentre os piores?

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Marcelo Álvaro Antônio, do Turismo, já foi tarde, porque não há notícia de uma só iniciativa exitosa, de uma só boa ideia para o nosso turismo. (Foto: Agência Brasil)

Esta semana despediu-se Marcelo Álvaro Antônio, do Turismo. Já foi tarde, porque não há notícia de uma só iniciativa exitosa, de uma só boa ideia para o nosso turismo. Ele foi sem nunca ter vindo. O seu substituto é Gilson Machado. Se também não fizer nada ao menos a pasta estará ocupada segundo consta por um bom sanfoneiro.

Outro, é o ex-superministro, ex-joia da coroa bolsonarista, hoje uma bijuteria barata: Paulo Guedes. Ninguém sabe se é ele que comanda a economia ou se é a economia que o comanda – falta-lhe plano, foco, bússola. Ele vai entrar em férias de 22 dias. A ausência não será muito notada e até pode acontecer alguma coisa boa na economia.

Personagem a ser lembrada é Damares Alves, ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, com aquele ar de suburbana deslumbrada, com aquela cabecinha voltada para o século passado, rainha das vacuidades, poderia ser uma boa candidata ao título de pior. Mas ela é mulher, ministra da Mulher – deixem-nas em paz.

O general Augusto Heleno, da Segurança Institucional, é candidato forte. Primeiro porque ninguém sabe o que ele faz – embora isso seja normal em um serviço de arapongagem. Era para ser uma espécie de moderador nas relações do Executivo com os demais poderes. Às vezes é ele que cria a balbúrdia. É fácil trazê-lo a um estado de irritação. Quando atacam o governo, o general de pijama reage como se fosse comandante de tropa em prontidão.

Outro general da lista é Luiz Eduardo Ramos, ministro da Secretaria de Governo. O espaço é pequeno, então, invoco desde logo o testemunho de gente que o conhece. Ricardo Salles o chamou publicamente de “Maria Fofoca” e o agora ex-ministro do Turismo, disse que ele – o general – é um traíra. Não é homem para se ter como vizinho de porta.

O Ministério do Meio-Ambiente cabe como uma luva em um governo negacionista. Ricardo Salles nega o aquecimento global, minimiza as queimadas, diz que são caboclos e indígenas que ateiam fogo nas matas, e não madeireiros e plantadores de soja. Salles trabalha nas sombras, diuturnamente, para a desconstrução das normas ambientais existentes e dos organismos de proteção ambiental.

O ministro astronauta Marcos Pontes, se teve alguma iniciativa digna de registro na sua área de ciência e tecnologia foi a do uso de um vermífugo (Annita) para combater a Covid-19. Pontes é também militar – como militar gosta de se intrometer em problemas de saúde! – deve ter tomado o remédio, o que não o livrou da doença. Mas o astronauta, agora desvermizado, deu a sua contribuição para o anedotário nacional.

Há dois ministros singulares a seu modo, um que todo mundo conhece – Onyx Lorenzoni – mas ninguém sabe o ministério que ele ocupa. Outro, que todo mundo conhece o Ministério – da Educação – mas ninguém sabe o nome do ministro.

Bem, não há surpresa, o pior ministro de Bolsonaro é um general da ativa, cuja única virtude é a de acudir à voz do dono, e que ocupa de uma forma, digamos, doentia, o mais importante ministério durante uma pandemia. The winner is Pazuello, Eduardo Pazuello.

 

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