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Mundo Síndrome misteriosa volta a atingir americanos

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Secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, durante entrevista coletiva. (Foto: Reprodução)

Os Estados Unidos acreditam que ao menos três funcionários do seu consulado em Genebra, sede de uma série de organizações multilaterais, tenham sido afetados pela misteriosa Síndrome de Havana. Há também um caso suspeito do fenômeno, para o qual o governo americano busca explicações há seis anos, em Paris, noticiou o jornal Wall Street Journal.

A síndrome, cujo leque de sintomas inexplicáveis inclui enxaquecas, tonturas, pressão na cabeça, perda de memória e outras dificuldades cognitivas, foi notificada pela primeira vez entre diplomatas americanos e canadenses em Cuba, no fim de 2016. Na época, Washington e Havana haviam recém-restabelecido as relações diplomáticas rompidas havia mais de meio século, o que levou a especulações de que se tratava de ataques para sabotar a reaproximação.

Desde então, há por todo o mundo relatos de ao menos 200 diplomatas, funcionários de embaixadas e parentes acometidos pelo que o governo americano chama de “incidentes anômalos de saúde”. Há registros na Alemanha e na Sérvia, mas também em Bogotá. Casos suspeitos também são investigados na China.

Alguns pacientes têm sintomas perenes e outros, intermitentes. Algumas das pessoas afetadas relatam terem sentido como se fossem atingidas pelas ondas de uma explosão, raios de energia ou terem ouvido barulhos estranhos. Há registros também de danos cerebrais compatíveis com os de explosões ou acidentes de carro.

“Neste momento, não sabemos exatamente o que está acontecendo e não sabemos exatamente quem é o responsável”, disse o secretário de Estado Antony Blinken.  “Estamos fazendo hora extra em todo o governo para compreender o que aconteceu, quem é responsável.”

Ao menos um dos três casos suíços, disse o Wall Street Journal, precisou ser removido de avião para os EUA. Os diplomatas em Paris, por sua vez, foram notificados sobre o caso suspeito em um e-mail enviado pelos chefes da representação diplomática.

A suspeita de Washington é que o Kremlin esteja por trás dos incidentes, e o diretor da Inteligência americana, William Burns, chegou a alertar no fim do ano passado que haveria consequências se fosse provado qualquer envolvimento russo.

Genebra e Paris, as duas cidades onde os casos mais recentes foram registrados, sediaram reuniões sobre as tensões na fronteira da Ucrânia com a Rússia na última semana. As preocupações com a síndrome, disse Blinken, foram abordadas durante as conversas entre os representantes diplomáticos

Micro-ondas

A falta de evidências concretas ou informantes, contudo, dificulta as investigações. Alguns especialistas sugerem que podem se tratar de casos psicossomáticos relacionados ao estresse, algo descartado pelas autoridades e pelas vítimas. Há também a hipótese de que os sintomas tenham causas diferentes a depender do lugar.

As teorias mais populares, contudo, apostam em energia direta ou armas sônicas — ambas podem causar sintomas como os relatados — ou outras explicações médicas. Um estudo da Academia Nacional de Ciências apontou como teoria mais provável um ataque com micro-ondas, forma de energia direta, mas até agora não foi possível comprová-la.

Agências como o FBI (a polícia federal americana) e a CIA atuam em conjunto para avaliar imagens e evidências forenses, enquanto o governo se mobiliza para implementar medidas que permitam a identificação de energia direta lançada contra representações diplomáticas americanas. A Casa Branca e o Congresso, por sua vez, tomaram medidas para melhorar o acesso médico e facilitar compensações financeiras para as vítimas.

Como há muita informação sigilosa e trata-se de um inimigo aparentemente invisível, fontes no governo alertam que pode levar um tempo até que a causa seja confirmada. Até o momento, os americanos também não conseguiram interceptar comunicações estrangeiras que apontem para um possível motivo, e os médicos não conseguem determinar um diagnóstico, padrão ou tratamento.

Ex-funcionários do governo afirmam que os incidentes podem inclusive podem ter começado antes 2016. Alguns acreditam que os aparelhos usados pelo governo russo nos anos 1990 para espionar agentes da CIA que trabalhavam em embaixadas dos EUA podem causar náuseas e outros sintomas.

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