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Agro Venda antecipada de soja atinge nível histórico no Rio Grande do Sul

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A explicação para o movimento ter se intensificado está na cotação do grão, que não para de subir

Foto: Arquivo/Emater-RS
A explicação para o movimento ter se intensificado está na cotação do grão, que não para de subir. (Foto: Arquivo/Emater-RS)

Puxada pelo efeito do câmbio, a valorização da soja verificada ao longo deste ano tem estimulado cada vez mais produtores gaúchos a comercializarem antecipadamente a próxima safra.

O plantio do grão sequer começou no Rio Grande do Sul e cerca de 35% da oleaginosa a ser colhida no ciclo 2020/2021 já foi negociada, de acordo com estimativa da consultoria Safras & Mercado. Em temporadas anteriores, em setembro, a média de venda precoce não passava de 12% da produção.

A explicação para o movimento ter se intensificado está na cotação do grão, que não para de subir. Em todo o Brasil, a venda antecipada já chega a 50% da produção esperada. Em anos anteriores, nesta época, cerca de 20% da safra brasileira costumava estar comprometida.

Com demanda aquecida no mercado externo, na esteira dos pedidos vindos da China, a oleaginosa atualmente é negociada por valor recorde, com saca acima de R$ 140 no Rio Grande do Sul.

Na venda antecipada, produtores gaúchos estão conseguindo firmar acordos na faixa dos R$ 125 por saca, para entrega a partir de abril de 2021. O valor fica acima do verificado nas safras anteriores e, por isso, é considerado atrativo.

No ciclo 2020/2021, a área plantada no Rio Grande do Sul deverá, pela primeira vez, romper a barreira de seis milhões de hectares, conforme estimativa da Emater. Na primeira parcial divulgada, a colheita prevista é de 18,9 milhões de toneladas.

O crescimento projetado é de 69% frente a 2019/2020, quando a estiagem dizimou lavouras e derrubou a colheita no Estado. No entanto, há projeções ainda mais otimistas. A Aprosoja-RS espera produção acima de 20 milhões de toneladas.

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