Segunda-feira, 19 de Abril de 2021

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Rio Grande do Sul Acusada de matar o filho de 11 anos no Interior gaúcho será levada a júri popular

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Rafael foi dopado e estrangulado em maio na cidade de Planalto. (Foto: Reprodução)

A pedido do Ministério Público (MP), a Justiça considerou procedente a denúncia contra Alexandra Dougokenski pela morte do filho Rafael Winques, 11 anos, em maio do ano passado, na casa da família em Planalto (Região Norte), em um dos casos mais rumorosos ocorridos recentemente no Estado. Ela será levada a júri popular, em data ainda não definida.

As acusações contra a mulher, de 33 anos, abrangem os seguintes crimes: homicídio doloso quadruplamente qualificado (motivo torpe, motivo fútil, asfixia, dissimulação e recurso que dificultou a defesa da vítima), ocultação de cadáver, falsidade ideológica e fraude processual.

Denúncia

O MP denunciou Alexandra em julho de 2020, menos de um mês após o crime. Segundo a promotoria, dias antes do infanticídio, a mãe do garoto (que tem um irmão de 17 anos) estava irritada com as negativas dele em acatar ordens como a de diminuir o uso do celular e de jogos on-line.

“Ela acreditava que a desobediência colocaria à prova o domínio que precisava ter sobre os filhos e temia que o comportamento do caçula se refletise na subserviência apresentada pelo filho mais velho, de onde vinha a pensão que garantia seu sustento”, detalha o processo.

Este contexto teria levado a mulher a articular a morte de Rafael. Ela pesquisou sobre uso de medicamentos e retirou da casa de sua mãe o calmante diazepam, do qual acabou ministrando dois comprimidos para o menino, na noite de 14 de maio. Alexandra então esperou em seu quarto até que a dose fizesse efeito.

Por volta das 2h, verificando que a criança estava dopada, a mãe usou uma corda para estrangular Rafael e então ocultou o cadáver no pátio da casa de uma vizinha.

Em seguida, fez uma falsa comunicação de desaparecimento, mobilizando a comunidade em buscas ao menino, mas dias depois acabou entrando em contradição ao depor à Polícia – ela confessou a autoria, mas atribuiu o óbito a uma overdose acidental.

(Marcello Campos)

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