Terça-feira, 24 de Novembro de 2020

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Porto Alegre Após diversas horas em poder de sequestradores, uma mulher foi libertada pela Polícia em Porto Alegre

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Ação mobilizou agentes do Deic e da Brigada na Zona Sul da Capital. (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Agentes do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais), com o apoio da BM (Brigada Militar), libertaram uma professora de 52 anos que havia sido vítima de extorsão mediante sequestro na Zona Sul de Porto Alegre, permanecendo cerca de seis horas em cativeiro, sob ameaças. Ao menos dois suspeitos foram presos em flagrante e outros três são procurados, incluindo uma mulher.

Segundo a Polícia Civil, dois fatos contribuíram para o desfecho favorável: o registro de uma ocorrência semelhante na mesma área, um dia antes, e o fato de a família da vítima ter optado por acionar a corporação, que assumiu a negociação com os criminosos sem que eles soubessem. Além de sacar dinheiro em terminal bancário com cartão da sequestrada, o grupo condicionava a sua soltura ao pagamento de um resgate.

Tudo começou no fim da tarde de segunda-feira (6), quando ela se dirigia a um hospital para cuidar da mãe e, no caminho, parou em frente à casa de uma amiga na Vila Assunção. Ao descer de seu Nissan Versa, foi abordada por um trio de assaltantes armados que estavam em um Fiat Fiesta, cujo motorista permaneceu ao volante.

Pensando tratar-se apenas de um roubo de veículo, ela não esboçou reação e ofereceu as chaves do automóvel. Um dos integrantes da quadrilha, porém, deixou claro que se tratava de um sequestro, levando a professora em seu próprio carro, com a cabeça coberta por um pano. Ao testemunhar da janela o incidente, a amiga que seria visitada telefonou imediatamente para a BM e familiares da vítima.

A professora foi então conduzida a um casebre (que depois seria encontrada pelos investigadores em uma vila no bairro Cristal, também na Zona Sul), e mantida sob cativeiro.

Pressão por dinheiro

As quase seis horas seguintes seriam de intensa pressão psicológica, incluindo ameaças de morte, sobretudo a partido do momento em que uma mulher que também integrava o bando não conseguiu utilizar por duas vezes a senha fornecida para saque na conta de vítima – o dinheiro foi retirado de um caixa somente na terceira tentativa.

Ao mesmo tempo, os sequestradores passaram a trocar mensagens de WhatsApp com o marido da professora, exigindo valores de até R$ 10 mil para libertá-la (ele teria chegado a depositar R$ 2 mil). Informada do crime em andamento, a Polícia Civil passou a assessorar a família nas tratativas e medidas necessárias para identificar os envolvidos e o esconderijo.

O jogo virou em favor da vítima ao ser levada supostamente para outro cativeiro, a fim de evitar a localização pela Polícia. Ao passar por um trecho da avenida Icaraí próximo ao Barra Shopping, agentes do Deic que monitoravam a região após “estourar” o primeiro esconderijo conseguiram interceptar o veículo e render três homens, que mesmo armados não reagiram. Um dos ocupantes era foragido do sistema prisional.

(Marcello Campos)

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