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Tecnologia Cientistas descobrem qual será o fim do Sol quando morrer

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Com 5 bilhões de anos, o Sol está na metade da sua existência. (Foto: Reprodução)

Tudo um dia morre, inclusive o Sol – que já tem até o seu prazo de validade previsto. Restam-lhe 5 bilhões de anos de vida. Mas o que será de nossa estrela maior depois disso? A resposta foi revelada por uma equipe internacional de cientistas e divulgada nessa segunda-feira na revista Nature Astronomy.

Usando um novo modelo de computador, os astrônomos descobriram que, quando ficar sem combustível, em vez de simplesmente desaparecer  – como se pensava anteriormente –, o Sol se transformará em uma nebulosa planetária massiva.

“Visível por milhões de anos-luz até mesmo em galáxias a 2 milhões de anos-luz de distância”, disse Albert Zijlstra, professor de astrofísica da Universidade de Manchester, no Reino Unido, em uma entrevista ao jornal britânico The Guardian.

Com 5 bilhões de anos, o Sol está na metade da sua existência. Seu fim será marcado pela falta de hidrogênio em seu núcleo, que provocará um colapso em seu centro. Essas reações nucleares fazem com que o Sol inche em uma gigante vermelha que eventualmente pode engolir Mercúrio e Vênus. Mas este não é o fim da história.

Ao se formar em um gigante vermelho, segundo os pesquisadores, o Sol perderá cerca de metade de sua massa e as suas camadas externas serão expulsas a cerca de 20 km por segundo. Seu núcleo irá aquecer rapidamente, fazendo irradiar luz ultravioleta e raios-x que alcançam as camadas externas e as transformam em um anel de plasma brilhante.

Os astrônomos calculam que essa nebulosa planetária brilhe por cerca de 10 mil anos.

A Terra vai sobreviver à morte do Sol? Aparentemente o planeta continuará a existir, mas a vida terrestre já terá acabado muito antes disso. À medida que o sol envelhece, ele se tornará cada vez mais brilhante, e nos próximos 2 bilhões de anos poderá ficar quente o suficiente para ferver os oceanos. “Não será um lugar muito agradável”, enfatiza Zijlstra.

“Tocar o Sol”

Um desafio vem mobilizando cientistas da Nasa, a agência espacial dos Estados Unidos: atingir, pela primeira vez, a atmosfera do Sol. A Parker Solar Probe deve custar cerca de US$ 1,5 bilhão (R$ 4,8 bilhões).

A sonda – do tamanho de um carro pequeno – vai gravitar a 6,4 milhões de quilômetros do Sol, sobrevivendo a temperaturas acima de 1,3 mil graus. Ela vai sobrevoar Vênus sete vezes antes de entrar na órbita da estrela, em dezembro de 2024. Espera-se que gire em torno do Sol 24 vezes, aproximando-se a cada giro.

“O Parker Solar Probe será a primeira nave espacial a fazer uma viagem profunda à atmosfera do Sol”, conta Nicky Parker, uma das cientistas envolvidas no projeto. “Vamos chegar à coroa solar, que esconde vários mistérios, intrigando cientistas por décadas e décadas. Em última análise, trata-se de uma missão que nos permitirá revelar esses mistérios.”

A sonda está programada para ser lançada em julho deste ano. Ela foi batizada em homenagem ao físico Eugene Parker, que previu corretamente em 1958 a existência dos ventos solares.

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