Sexta-feira, 10 de julho de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Política Conselho de Ética arquiva representações contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro por declaração sobre o AI-5

Compartilhe esta notícia:

Em sua defesa, o deputado disse que não incitou desrespeito à Constituição

Foto: Luís Macedo/Câmara dos Deputados
Voo, que saiu de Brasília rumo a Porto Alegre, enfrentou vento forte e grande área de instabilidade. Na foto, o deputado Eduardo Bolsonaro. (Foto: Luís Macedo/Câmara dos Deputados)

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (08), por 12 votos a cinco, um parecer que recomenda o arquivamento de duas representações abertas contra Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) por declaração a respeito do AI-5 (Ato Institucional Número Cinco), que endureceu o regime militar no País.

Os deputados ainda podem recorrer ao plenário para pedir nova análise. Se o recurso tiver 51 assinaturas e for aprovado, o caso será reaberto. O filho do presidente Jair Bolsonaro afirmou, em uma entrevista em outubro de 2019, que, se a esquerda “radicalizar” no Brasil, uma das respostas do governo poderá ser “via um novo AI-5”. Eduardo deu a declaração ao falar sobre os protestos de rua que ocorriam na época em países da América Latina, como o Chile.

O AI-5 foi baixado no dia 13 de dezembro de 1968, durante o governo de Costa e Silva, um dos generais que governaram o Brasil. Considerado um dos atos de maior poder repressivo tomados durante o regime militar, resultou na cassação de mandatos políticos e na suspensão de garantias constitucionais.

As declarações de Eduardo deram origem a duas representações no Conselho de Ética, protocoladas por PSOL, Rede, PT e PCdoB. Os partidos alegaram haver afronta ao decoro parlamentar e pediram a perda do mandato de Eduardo. Em sua defesa, o deputado afirmou que não incitou desrespeito à Constituição.

Relator do caso, o deputado Igor Timo (Pode-MG) apresentou parecer pelo arquivamento por entender que não há justa causa para a continuidade do processo. O caso começou a ser analisado na segunda-feira (05), mas um pedido de vista adiou a sua conclusão. A discussão voltou à pauta nesta quinta, e o colegiado decidiu, por maioria, arquivar as representações.

Em seu parecer, Timo destacou que o período de vigência do AI-5 foi “um tempo obscuro”, mas afirmou que, ainda que se discorde da fala de Eduardo, a declaração não configura “grave irregularidade no desempenho do seu mandato”.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Política

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

“Nós atuamos dentro das quatro linhas da nossa Constituição”, diz Bolsonaro em solenidade do Exército
Prefeitura de Porto Alegre oferece nova oportunidade para o parcelamento do IPTU 2021
Pode te interessar