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Esporte Corrupção no futebol: delator do escândalo da FIFA admite propinas desde a Copa de 1998

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No depoimento, Chuck Blazer deixou claro que não agiu sozinho. (Foto: Reprodução)

A confissão do norte-americano Chuck Blazer, 70 anos, ex-integrante do Comitê Executivo da Fifa, da Concacaf e da Federação de Futebol dos Estados Unidos foi divulgada nesta quarta (3). No documento, ele admitiu a prática de suborno na entidade máxima do futebol – envolvendo já a escolha da sede da Copa do Mundo de 1998, na França (a propina seria por votos a favor de Marrocos), e também confirmando o pagamento de propina a favor da África do Sul como local do Mundial de 2010.

No material, o juiz Raymond Dearie tratou a Fifa como organização criminosa influenciada por extorsão. Há trechos protegidos por uma tarja preta, entre eles, uma resposta subsequente a uma pergunta sobre se ele gostaria de acrescentar mais alguma coisa. Aí está, ainda em sigilo, um ponto que pode ser decisivo na investigação.

A confissão, de 25 de novembro de 2013, não escancarou novos nomes. No depoimento, ele deixou claro, porém, que não agiu sozinho no esquema de corrupção. Sete dirigentes da entidade foram presos na semana passada, em Zurique (Suíça), entre eles o ex-presidente da CBF José Maria Marin.

Confira um trecho do que o cartola disse:

“Durante minha associação com a Fifa e a Concacaf, entre outras coisas, eu e outros concordamos que eu ou um coconspirador iríamos cometer pelo menos dois atos de atividades ilícitas. Entre outras coisas, eu concordei com outras pessoas em [ou por volta de] 1992 em facilitar a aceitação de suborno em conjunção com a escolha do país-sede para a Copa do Mundo de 1998. Começando em [ou por volta de] 1993 e continuando até o início dos anos 2000, eu e outros concordamos em aceitar suborno e propinas em conjunção com a transmissão e outros direitos das Copas Ouro de 1996, 1998, 2000, 2002 e 2003. Começando em [ou por volta de] 2004 e continuando até 2011, eu e outros no Comitê Executivo da Fifa concordamos em aceitar suborno em conjunção com a escolha da África do Sul como país-sede da Copa do Mundo de 2010. Entre outras coisas, minhas ações tinham participantes e resultados comuns”. (AG)

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