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Armando Burd É preciso olhar um pouco para fora

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O deputado Frederico Antunes retoma hoje os plantões no gabinete da Liderança do Governo na Assembleia Legislativa. (Foto: Reprodução)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

Em nenhum outro país atingido pela pandemia repete-se o cenário brasileiro:

1) Manter ou romper o isolamento passa a ser decidido no grito.

2) Surge a discussão sobre o fechamento de outros poderes.

Rumo do governo

O orçamento de guerra fará o Tesouro Nacional desembolsar, no mínimo, 800 bilhões de reais para enfrentar a pandemia. Decisão tomada pelo governo que tinha como prioridade o equilíbrio das contas públicas. O ministro da Economia, Paulo Guedes, demonstrou que era preciso vender títulos públicos e assumir o endividamento. Desfez críticas anteriores, evitando que o tecido social chegasse ao ponto limite do esgaçamento.

No fundo, Tony Blair, primeiro ministro da Inglaterra entre 1997 e 2007, tinha razão: “Não há mais esquerda e direita. Há um bom ou mau governo do ponto de vista do nível do povo.”

Para resolver problemas

Mesmo com as restrições do isolamento e para não acumular demandas, o deputado Frederico Antunes reativa hoje o gabinete da Liderança do Governo na Assembleia Legislativa. Fará regime de plantão.

Sobre a paralisação

A mesa diretora da Assembleia se reúne hoje. Na pauta, o apoio à reabertura do comércio em todo o Estado. A maioria das bancadas é favorável. Contrárias apenas as do PT, do PDT e do Psol.

Busca do equilíbrio

Outro assunto da reunião de hoje: o projeto que altera o critério de distribuição mensal dos impostos arrecadados. Documento assinado por 25 deputados preconiza que o prejuízo, com a redução na arrecadação, seja dividido entre todos os poderes.

Não será fácil

O desafio que os governos terão: chamar de volta os investimentos diante do fantasma da recessão. Tarefa para os melhores quadros da União, dos Estados e dos municípios.

Voando na incerteza

A cada semana cresce a dúvida sobre a realização das eleições municipais este ano. Querendo antecipar um mecanismo de emergência, o deputado federal Rogério Peninha Mendonça, do MDB de Santa Catarina, protocolou proposta de emenda constitucional que prorroga por dois anos os mandatos dos atuais prefeitos e vereadores.

Há uma alternativa

Transferir para 2022 a eleição de prefeitos e vereadores é inconstitucional. Da ida às urnas em 2016 resultou a escolha de candidatos para cumprirem mandatos de quatro e não de seis anos.

A saída é uma emenda constitucional específica, criando mandatos de 2021 a 2022 para os atuais detentores de cargos. Só assim não haverá desrespeito aos votos de 2016.

O que sobra?

No Rio de Janeiro, ex-governadores, conselheiros do Tribunal de Contas e deputados estaduais estão presos por corrupção. Agora, a Polícia Federal cumpre 12 mandados de busca e apreensão para investigar organização criminosa que estaria agindo desde 2008 no Tribunal de Justiça.

Trabalho pela frente

A partir de maio, a mesa diretora da Câmara Municipal de Porto Alegre se reunirá duas vezes por semana. Uma com sessão no plenário e outra por teleconferência. A pauta é extensa: com a crise, todo o orçamento do ano deverá ser revisto.

Na ilha da fantasia

A 20 de abril de 1960, ocorriam os derradeiros preparativos para Brasília se tornar a capital do país no dia seguinte. O jornal O Estado de São Paulo, com sua tradicional independência, manifestou-se no editorial:

“A calamitosa situação das finanças nacionais, sem precedentes na história do país, constituía, por si só, razão de sobra para nos dissuadir da insensatez de recorrer a emissões sem conta com o único objetivo de edificar, no curto espaço de cinco anos, uma cidade.”

Está comprovado que, em 60 anos, a situação das finanças se tornou mais calamitosa ainda.

Primeira impressão engana

Aparício Torelly nasceu em Rio Grande há 125 anos. Tornou-se Barão de Itararé, pioneiro do humor político no país. Suas frases seguem atualíssimas. Uma delas: “O tambor faz muito barulho, mas é vazio por dentro.”

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

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Jean Carlo Mantelli
20 de abril de 2020 13:31

Sabemos perfeitamente que outros países estão tendo contrapartida pra segurar a vida que é nosso bem maior, Bolsonaro vocifera o desejo das pessoas que não querem somar nem dividir ele convoca aqueles insesatos pra um suicídio coletivo tamo junto no teu desejo mas estou me lixando pra suas necessidades.. exijam de seus representantes atitudes e o que está sendo feito Mundo a fora tem que ser feito aqui no Brasil tbm pelo direito a vida, garantir empresas empregos e tudo aquilo que for necessário tanto pro mais rico como pro mais pobres todos!!

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