Terça-feira, 11 de Agosto de 2020

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CAD1 A Espanha sugeriu que o presidente deposto da Catalunha participe das próximas eleições regionais

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Porta-voz do governo disse que se Puigdemont, na foto, quiser continuar na política, "ele deveria se preparar para as próximas eleições". (Foto: Reprodução)

O governo espanhol disse, neste sábado (28), que seria bem-vinda a participação do presidente deposto catalão, Carles Puigdemont, nas eleições regionais que serão realizadas em dezembro.

O porta-voz do governo, Íñigo Méndez de Vigo, disse à Reuters TV, que, se Puigdemont quiser continuar na política, “o que é seu direito, ele deveria se preparar para as próximas eleições”.

Puigdemont, neste mesmo sábado, havia convocado uma oposição democrática ao controle que Madri passou a exercer na região, depois da declaração de independência da Catalunha.

“Tenho certeza que, se Puigdemont participar dessas eleições, ele pode exercer essa oposição democrática”.

O Conselho de Ministros convocado pelo chefe de governo espanhol, Mariano Rajoy, decidiu, na sexta (27), destituir o governo da Catalunha, dissolver o Parlamento local e convocar eleições regionais, conforme autorizado mais cedo pelo Senado espanhol, que deu luz verde para a aplicação do artigo 155 da Constituição.

As eleições regionais estão marcadas para o dia 21 de dezembro.

“Não se trata de suspender nem de intervir no autogoverno [da Catalunha], se trata de devolvê-lo à normalidade o antes possível”, disse Rajoy.

“Acreditamos que é urgente ouvir todos os cidadãos catalães, para que possam decidir o seu futuro e ninguém pode agir fora da lei em seu nome.”

O artigo 155 dispõe sobre a intervenção em uma região autônoma do país. Sua aplicação foi aprovada no Senado por 214 votos a favor e 47 contra. A decisão ocorreu logo após o Parlamento regional da Catalunha aprovar o início do processo de independência da região.

O Conselho de Ministros também aprovou a apresentação de um recurso ante a Justiça espanhola contra a resolução aprovada no Parlamento catalão.

Méndez de Vigo também disse que estava confiante que a polícia regional catalã obedeceria a lei, depois de o governo demitir alguns dos seus oficiais.
Disse que, se Puigdemont se recusar a abandonar o seu cargo, o governo reagiria com “inteligência e bom senso”.

Questionado sobre o que aconteceria se Puigdemont tivesse que enfrentar processos na Justiça, Méndez respondeu que, na Espanha, os poderes políticos e judiciários são separados e que “ninguém está acima da lei”. Não se comprometeu a mais nada.

Independência

A intervenção na Catalunha foi pedida por Rajoy, após Puigdemont fazer uma declaração pouco clara de independência da região, e, na sequência, suspender seus efeitos para negociar com Madri.

A atual crise política foi desencadeada após a realização de um referendo considerado ilegal pelo governo e pela Suprema Corte espanhóis. Na consulta popular de 1º de outubro, 90% dos votantes foram a favor da independência (2 milhões de pessoas, ou 43% do eleitorado catalão).

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