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Economia Hotéis fecham 2021 em alta, mas pandemia coloca em dúvida retomada em 2022

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Empreendimentos voltaram a registrar taxa de ocupação alta no fim do ano, mas o aumento de casos de Covid-19 e influenza pode afastar viajantes

Foto: Reprodução
Empreendimentos voltaram a registrar taxa de ocupação alta no fim do ano, mas o aumento de casos de Covid-19 e influenza pode afastar viajantes. (Foto: Reprodução)

Após sofrerem com o sumiço dos hóspedes desde o começo da pandemia, os hotéis viram um número crescente de reservas nos últimos meses de 2021. Muitos empreendimentos em cidades turísticas ficaram lotados durante as festas de fim de ano.

Mas o que parecia um sinal promissor de retomada deu lugar a um sentimento de dúvida e cautela no começo de 2022 devido ao novo salto de casos de Covid-19, aos cancelamentos de voos e à pressão inflacionária sobre todo o mercado.

No segmento de resorts e hotéis de luxo, a ocupação ficou em torno de 80% a 90% em dezembro, de acordo com números preliminares da Associação Brasileira de Viagens de Luxo (BLTA, na sigla em inglês).

O FOHB (Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil) também observou ocupação acima de 80% nas cidades com atrativos turísticos, como praia e campo, também segundo pesquisas preliminares. Já os hotéis voltados ao turismo de negócios ainda têm muitos quartos vagos.

O retorno dos hóspedes têm duas explicações. O primeiro é a demanda reprimida por lazer, já que a pandemia impôs restrições a passeios por muitos meses. “Muitas famílias ficaram reservadas por um tempão e estavam desesperadas para viajar”, diz o presidente da FOHB, Orlando de Souza. “O avanço da vacinação e a queda nos dados de internação e mortes por coronavírus também animaram.”

O segundo ponto é que o turismo doméstico foi praticamente a única opção para muita gente. As viagens internacionais ficaram menos acessíveis devido à forte desvalorização do real e às restrições de outros países para receber estrangeiros. Portanto, a solução foi tirar férias por aqui mesmo.

“O último trimestre foi super positivo e ficou até acima do que nós esperávamos”, diz Paulo Michel, presidente de uma rede com 15 unidades no Brasil. A ocupação chegou a bater em 100% no Rio de Janeiro, por exemplo. Já na média, a ocupação foi menor, de 63%, porque há hotéis mais voltados ao público de empresas e que ainda estão com demanda baixa.

Do otimismo à insegurança

Já na virada do ano, houve uma mudança importante no cenário em decorrência do aumento nos casos de Covid-19, que coincidiram com a explosão dos contágios por gripe. O quadro tem inspirado o reforço das medidas preventivas, como o distanciamento social.

Também tem ocorrido afastamento de muitos funcionários e dificuldade das empresas em manter o atendimento. As companhias aéreas, por exemplo, cancelaram mais de 600 voos neste ano, o que deve atrapalhar o turismo. Sem contar que o preço das passagens subiu muito.

Segundo a FOHB, a diária média no acumulado de 2021 até novembro foi de R$ 211, baixa de 4% em relação ao mesmo período de 2020. Já no mês de novembro, isoladamente, a diária média atingiu R$ 284, alta de 41% – com os donos de hotéis aproveitando a alta demanda para faturar e recuperar perdas.

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