Segunda-feira, 28 de setembro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Geral Ministra Cármen Lúcia manda a Procuradoria-Geral da República detalhar medidas em pedidos de investigação de Bolsonaro por discursos no 7 de setembro

Compartilhe esta notícia:

(Foto: Nelson Jr./SCO/STF)

A ministra Cármen Lúcia, do STF (Supremo Tribunal Federal), enviou para a PGR (Procuradoria-Geral da República) pedidos de investigação contra o presidente Jair Bolsonaro por ameaças golpistas feitas em discursos no 7 de setembro e deu um prazo de 15 dias para que o procurador-geral Augusto Aras informe quais medidas efetivamente adotou sobre esses pedidos.

A determinação da ministra ocorreu em uma notícia-crime apresentada pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que solicitou a investigação do presidente após as falas durante as manifestações. Cármen fez duras cobranças à PGR no seu despacho.

O senador também pediu ao STF a abertura de inquérito contra Bolsonaro por “sua grave ameaça ao livre funcionamento do Judiciário e pelo uso de recursos públicos para financiar” o que chamou de “carnaval golpista”.

Durante manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo, Bolsonaro afirmou que não cumprirá decisões do ministro Alexandre de Moraes, do STF, a quem chamou de “canalha”. Em Brasília, o presidente fez ameaças ao STF.

No despacho, a ministra afirma que “eventuais diligências ou investigações preliminares devem ser informadas no processo que tramita sob responsabilidade deste Supremo Tribunal, pois o Ministério Público, nesta seara penal, é órgão de acusação, devendo seus atos estarem sujeitos ao controle jurisdicional, para que nenhum direito constitucional do sujeito submetido a investigação seja eventualmente comprometido”.

Segundo Cármen Lúcia, os atos procurador-geral da República podem ser supervisionados e não há autoridade que não possa ter atos controlados.

“Não seria imaginável supor possível, no Estado democrático de direito, um agente acima e fora de qualquer supervisão ou controle, podendo se conduzir sem sequer ser de conhecimento de órgãos de jurisdição o que se passa ou se passou em termos de investigação penal de uma pessoa”, pontuou.

Cármen ainda lembra que o prazo para a manifestação da Procuradoria-Geral da República sobre eventual prosseguimento ou arquivamento de pedidos de investigação é de 15 dias. A notícia-crime contra Bolsonaro foi protocolada pelo congressista no último dia 8 de setembro.

“Qualquer atuação do Ministério Público que exclua, ainda que a título de celeridade procedimental ou cuidado constituído, da supervisão deste Supremo Tribunal Federal apuração paralela a partir ou a propósito deste expediente (mesmo que à guisa de preliminar) não tem respaldo legal e não poderá ser admitida”, disse a ministra.

Em uma manifestação enviada ao Supremo no próprio dia 8 de setembro, a PGR disse que o atual procurador-geral da República, Augusto Aras, instaurou “número recorde de investigações preliminares” contra um presidente da República, comparativamente aos seus antecessores no cargo.

A informação foi enviada ao STF para rebater uma ação apresentada por senadores que acusava Aras do crime de prevaricação, por supostamente não tomar ações contra o governo de Bolsonaro.

Aras até hoje não apresentou nenhuma denúncia contra Bolsonaro e pediu duas aberturas de inquérito contra o presidente. As investigações preliminares citadas na resposta são instauradas para que a PGR verifique se há indícios de crimes envolvendo o alvo. Caso sejam detectados esses indícios, a PGR tem que pedir abertura de inquérito ou apresentar uma denúncia. Por isso, a alta quantidade de notícias de fato instaurada também é um reflexo direto do grande número de representações enviadas à PGR acusando Bolsonaro de crimes.

No pedido de investigação contra Bolsonaro, o senador Randolfe Rodrigues disse que “as ameaças contra o Poder Judiciário, notadamente ao TSE e ao STF, nas pessoas dos Ministros Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, são inaceitáveis e apenas confirmam, mais uma vez, que o Senhor Jair Bolsonaro não pretende pacificar a relação com os demais Poderes da República e, como já se desenha para 2022, aceitar sua derrota e transmitir pacificamente o cargo que ocupa”. As informações são do jornal O Globo.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Geral

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Estados Unidos podem iniciar vacinação em crianças no mês que vem
Ministro Alexandre de Moraes nega novo pedido de transferência de Roberto Jefferson para hospital particular
Pode te interessar