Quarta-feira, 16 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 3 de março de 2022
Com crises econômicas e crescimento populacional, "bolo" ficou menor e passou a ter que ser dividido com mais gente.
Foto: Agência BrasilMesmo com o crescimento da economia brasileira em 2021 e a superação de boa parte das perdas de 2020, ainda deve levar mais 7 anos para a população brasileira recuperar a renda e o nível de riqueza que tinha em 2013 – último ano antes das últimas crises, quando foi registrada a melhor marca histórica do Produto Interno Bruto (PIB) per capita no país. A previsão é de levantamento do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).
O resultado oficial do PIB e do PIB per capita de 2021 será divulgado nesta sexta-feira (4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os analistas estimam que a economia brasileira cresceu ao redor de 4,5%, após o tombo de 3,9% em 2020, enquanto que o PIB per capita cresceu um pouco menos.
O PIB per capita é o resultado da relação entre a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e o número de habitantes. Como o Brasil continua registrando crescimento populacional, quando há uma retração na economia, o nível de riqueza e renda da população costuma encolher de forma mais acentuada que o PIB.
O PIB per capital funciona como um termômetro para avaliar o bem estar e nível de renda de uma nação, apesar de suas limitações, devido às desigualdades do País e pelo fato das riquezas não serem distribuídas da mesma forma para toda a população.
Pelos cálculos do Ibre, o País precisaria crescer a um ritmo de pelo 3% ao ano daqui pra frente para retomar até 2026, ainda durante o próximo mandato presidencial, o patamar de riqueza e renda que vigorava antes do abalo da recessão de 2014-2016. Cenário considerado atualmente “quase impossível”.
O cenário base estima que só em 2029 o PIB per capita irá recuperar o nível de 2013, mas, para isso, o país precisa manter uma taxa de crescimento média anual da economia de 2,4%.
“A nossa projeção tem inclusive viés de baixa, uma vez que entendemos que 2022 e 2023 ainda serão anos difíceis. Voltar para uma média de crescimento de PIB de mais de 2% não é trivial. E, se a gente conseguir isso, é só em 2029 [que retoma o patamar pré-crises]. Ou seja, 16 anos depois do pico de 2013”, afirma economista Silvia Matos, coordenadora do Boletim Macro do Ibre e autora do levantamento.
A pesquisadora estima que o PIB per capita terminou 2021 ainda 1% menor que o registrado antes da pandemia (2019) e 7,7% abaixo da máxima histórica de 2013.
Os economistas do mercado financeiro projetam atualmente um avanço de apenas 0,30% do PIB em 2022 e de 1,50% em 2023, bem abaixo da média global.
Risco de nova queda em 2022
Com a economia ainda patinando, aumento da incerteza global com a guerra na Ucrânia e juros em trajetória de alta para conter a inflação impondo freios para uma retomada mais firme, há o risco do PIB per capita voltar a registrar queda em 2022, mesmo com crescimento da economia no ano.
O cenário esperado pelo Ibre para o PIB em 2022 é um pouco mais otimista que o da média do mercado, de crescimento de 0,60%, mas ainda assim insuficiente para evitar uma queda do PIB per capita no ano, estimada em -0,1%.
“O PIB depende de com quantos você tem que dividir o bolo. No Brasil, a despeito do PIB ser baixo, a população ainda cresce. A expectativa do IBGE é que a população vai crescer em torno de 0,7% em 2022. Como a nossa projeção para o PIB é de um avanço de 0,6%, esse cálculo mostra que infelizmente não tem bolo para todo mundo”, explica Silvia Matos.
Na visão da economista, o que deve dar algum suporte à atividade econômica no ano deverá ser a continuidade do processo de normalização do setor de serviços, sobretudo nos segmentos de caráter mais presencial e de serviços públicos, em meio ao avanço da vacinação e flexibilização das medidas de restrição para conter a propagação do coronavírus.
“O ano de 2022 começa com uma herança muito ruim em várias frentes. Fechamos 2021 com uma inflação extremamente alta, persistente e espalhada, o que desafio muito o Banco Central a subir mais os juros. Continuamos com preços de commodities e energia elevados no mundo, temos tensões geopolíticas e temos eleições domésticas, o que já torna o ano conturbado”, destaca a pesquisadora do Ibre.
Os analistas têm alertado para um cenário de maior incerteza doméstica por conta do ano de eleições presidenciais.
“Num cenário de eleição, o investimento é prejudicado porque precisa de previsibilidade. Não sabemos quem será o novo governo. O que poderia ter um crescimento um pouco melhor seria o consumo, mas os juros subindo e inflação ainda forte tiram poder de compra das famílias. Então, não tem muito espaço para um crescimento do PIB per capita neste ano”, afirma Silvia.
Por ora, o Ibre projeta para 2023 um crescimento de 1,1% do PIB e avanço de 0,4% do PIB per capita.
Um avanço médio acima de 2% só é visto como possível a partir de 2024, o que corresponderia a um crescimento do PIB anual per capita em torno de 1,5%. Tal performance permitiria a atividade econômica retomar o nível o patamar do pico de 2013 a partir de 2024, ao passo que o padrão riqueza da população seria recuperado somente em 2029, com um ‘delay’ de 5 anos em relação ao PIB em valores correntes em razão do crescimento populacional desde o início das crises.
Brasileiros empobrecidos
Apesar do PIB não ser dividido da mesma forma para todos os brasileiros, uma série de indicadores mostram o empobrecimento da população, aumento da desigualdade e perda do poder de compra por conta da inflação.
Dados do IBGE mostra quem a renda domiciliar per capita caiu para R$ 1.367 em 2021 e que o rendimento médio do trabalho encolheu 10,7% em 1 ano, para a mínima recorde de R$ 2.447 no 4º trimestre do ano passado.
Já o salário médio de contratação encolheu para R$ 1.921 em 2021 e teve a primeira queda em 5 anos.
Mesmo com a queda do desemprego nos últimos meses, a recuperação do mercado de trabalho tem sido liderada pelo aumento da informalidade e por ocupações precárias ou por conta própria – os chamados bicos, de remuneração menor e muito variável.
“Não só estamos mais pobres em termos agregados, como observamos uma economia ainda sofrendo cicatrizes da crise da pandemia, pois o choque infelizmente é muito heterogêneo entre setores e trabalhadores. Portanto, é um cenário ainda muito desafiador voltarmos a um padrão de crescimento de renda e de consumo do pré-pandemia”, destaca a coordenadora do Ibre.
Histórico de baixo crescimento
O maior desafio do Brasil é conseguir retomar uma trajetória de crescimento constante e sem interrupções.
É importante destacar que o fraco desempenho observado na última década não é resultado apenas da pandemia, mas também da dura recessão registrada entre o fim de 2014 e 2016 e da fraca retomada nos três anos seguintes.
De 1981 a 2021, a taxa de crescimento médio do PIB per capita foi de apenas 0,7% ano, de acordo com o levantamento do Ibre. A última década (2011 a 2020) foi a pior da história, com uma retração média de 0,6% ao ano, um resultado ainda pior que o registrado na década de 1980, quando o brasileiro ficou em média 0,4% mais pobre a cada ano. Considerando apenas o período de 2015 a 2020, a perda anual média foi de 2%.
Para o País romper o histórico de baixo crescimento e acelerar a retomada, a economista do Ibre lista a necessidade de uma agenda que inclua:
“Não existe bala de prata para o crescimento econômico, mas o se Brasil destaca negativamente em vários aspectos. Reformas são difíceis de serem feitos porque sempre há perdedores, mas uma reforma tributária poderia ajudar muito a penalizar menos as empresas produtivas, assim como uma agenda de eficiência econômica, abertura comercial e de aumento da produtividade”, diz Matos.
Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!
A praga do PT roubando o país por quase 30 anos e mais dois anos de pandemia acabaram com o país. É incrivel como o governo Bolsonaro ainda conseguiu fazer a Petrobras dar lucro, terminar todas as obras de governos anteriores , fechar as tetas em que mamavam milhares de asseclas comunistas e ainda criou o programa Auxílio Brasil, que excluiu os vagabundos e agora so ganha quem precisa. #Bolsonaro2022!
O importante é que o Governo zerou as aliquotas do imposto de importaçao sobre Jet Skis,balões e dirigíveis.
Vamos culpar a mamãe do filhinho mimado que não trabalha e está sempre publicando besteiras,
vamos culpar os governos antecessores pq esse é bom demais kkk
Lula é um filho da puta, ladrão, cachaceiro, escória, corno da Marisa, ele prostituía ela para todos membros do PT, maconheiro, por décadas roubou dinheiro do povo brasileiro, roubou dinheiro de todos os setores, lavador de dinheiro roubado do povo, quebrou a Petrobrás, roubou merenda escolar, robou oxigenio hospitalar, colocou os seus comparsas em altos cargos no governo para lhe ajudar a roubar mais, é o chefe do mensalão, chefe do petrolão, manteve a região nordeste na pobreza, sem água, sem educação, sem saúde e sem saneamento básico em troca de vantagens eleitoreiras, fazendo o pobre povo trocar voto por… Leia mais »