Quinta-feira, 03 de Dezembro de 2020

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Flávio Pereira Racismo e desigualdade no Brasil

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Vice-presidente Hamilton Mourão vê grande desigualdade social no Brasil. (Foto: Reprodução)

O episódio inaceitável de violência ocorrido na noite de quinta-feira em uma loja do Carrefour, em Porto Alegre, gerou uma justificada onde de protestos no Brasil e no exterior. O brutal espancamento por seguranças, que levou à morte um homem. A combinação de dois fatos: a vítima ser um homem negro, e o calendário indicar ontem o Dia da Consciência Negra, justificadamente reacendeu o debate em torno do racismo e das desigualdades no País e no mundo.

Mourão na fogueira

O vice-presidente Hamilton Mourão pagou o preço por não ter respondido como os jornalistas desejavam. Em um ambiente de justificada emoção, jornalistas queriam ouvir de Mourão a sentença de que o Brasil é um país racista.

O vice-presidente, equilibrado, em meio a um ambiente de forte comoção, explicou que viu no episódio, dois pontos: o despreparo dos seguranças do supermercado, e uma violência lamentável e desmedida contra um cidadão. Para ele, o que existe no Brasil, é uma flagrante desigualdade que atinge homens e mulheres negros.

Imprensa funerária tenta criar pânico do Covid-19

Porto Alegre vive a menor taxa de internação em UTIs por Covid19 em dois meses. Os dados atualizados da capital gaúcha para o Covid-19 indicam que 80% dos leitos de UTIs do sistema hospitalar de Porto Alegre estão ocupados. Um detalhe importante: destas vagas ocupadas em UTIs, apenas 35% delas são de pacientes infectados pelo coronavírus.

Com base nestes dados, imagina-se que deve existir alguma razão ideológica ou comercial, que estimula a imprensa funerária a criar um ambiente artificial de pânico na capital gaúcha.

Ataque de hackers aos tribunais

A virulência das invasões hacker aos tribunais superiores é impressionante. Depois do STJ, foi a vez do TSE ser atacado nos últimos dias. No sistema informatizado do Superior Tribunal de Justiça, soube-se agora, dados e informações de alunos, na maior parte advogados, que realizam cursos online na Corte, sumiram. Sem estes dados, o STJ não consegue emitir os certificados aos alunos.

No TSE, o presidente Luis Roberto Barroso jura que os ataques hacker foram “políticos” e não afetam o processamento das eleições.

Aprovação de Bolsonaro é a mais alta em quase 2 anos

Num momento em que a popularidade do presidente Jair Bolsonaro chegou a ser questionada, pelo fato dele não ter transferido sob a forma de votos o seu prestígio a diversos candidatos a prefeito, a última pesquisa Exame/Idéia diz o contrário: a aprovação do presidente Jair Bolsonaro está em 41%, o mais alto patamar desde fevereiro de 2019.

A desaprovação diminuiu, passando de 34% para 31%. Aqueles que nem aprovam nem desaprovam somam 27%.

A última vez que a aprovação ficou acima de 40% foi em fevereiro de 2019. Desde o mês passado, a desaprovação diminuiu, passando de 34% para 31%

Recuo do ministro Alexandre Moraes

O ministro do STF Alexandre de Moraes, que comanda o prosaico Inquérito das Fake News (INQ 4781), havia convocado o jornalista Osvaldo Eustáquio, que, embora não tenha sido condenado, cumpre prisão domiciliar com uso tornozeleira, a apresentar-se em seu gabinete ontem às 14 horas.

Segundo o jornalista, “o ministro recuou e minutos antes de ficar frente a frente comigo no STF desistiu. Ele foi pressionado pelos outros ministros que temiam uma manifestação popular. Ele oficiou a desistência às 14:01, um minuto depois da hora prevista e irritou outros ministros”.

 

 

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