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Colunistas Recado

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(Foto: Reprodução)

“Escrevo pra me divertir e divertir os outros.”

Ignácio de Loyola Brandão

Virou manchete

A vedete do noticiário? É a vacina. O imunizante ocupa espaços em jornais, rádios e tevês. Daí a curiosidade: qual a origem da palavra? O trissílabo vem do latim vaccina. Quer dizer “da vaca”. A história vem de longe. Em 1796 , o médico inglês Edward Jenner clinicava em Berkeley. O danado vivia de olho nas moças que ordenhavam as vacas.

No espia-espia, observou que elas contraíam varicela ou catapora. Mas não pegavam varíola. Teve uma ideia. Preparou uma cultura de varicela com o material das mãos de uma das trabalhadoras. Inoculou-a num garoto de oito anos. Semanas depois, inoculou o vírus da varíola. O menino não pegou a doença. Viva! Estava descoberta a vacina.

Viva!

Joe Biden completou um ano de mandato como presidente dos Estados Unidos. No discurso de prestação de contas, disse que vai distribuir gratuitamente 400 milhões de máscaras para os americanos se protegerem da ômicron. O tradutor da CNN acertou no gênero. Disse “quatrocentos milhões de máscaras”. Viva! Milhão é masculino sim, senhores.

Mil e milhão

Mil é numeral. A concordância se faz com o substantivo que o acompanha: Duas mil vacinas. Dois mil registros. Cento e duas mil pessoas. Cento e dois mil registros. Espera-se a presença de duas mil crianças. Espera-se a presença de dois mil garotos.

Milhão é substantivo masculino (o milhão, um milhão). A concordância se faz com ele: um milhão de vacinas, dois milhões de vacinas, dois milhões de homens, dois milhões de mulheres, dois milhões de doses de vacina, os dois milhões de doses de vacina.

Xilindró

A Justiça italiana condenou o atacante Robinho a nove anos de prisão. Ele é acusado de estuprar mulher albanesa numa boate em Milão. O fato enseja uma diquinha: estupro se diz e se escreve assim – es-tu-pro.

Tempo

O governo pediu à Anvisa que regulamente o uso do autoteste. A agência solicitou mais explicações. “Vamos nos manifestar de maneira tempestiva”, respondeu o ministro da Saúde. Palmas pra ele. Tempestivo e intempestivo pertencem à família do substantivo tempo:

Tempestivo = que vem ou sucede no tempo devido, oportuno: As medidas serão tempestivas (tomadas dentro do prazo).

Intempestivo = fora do tempo próprio, inoportuno: Não haverá medidas intempestivas (tomadas fora do prazo).

Olho vivo

Tempestivo e intempestivo não têm nada a ver com temperamento nem com a ocorrência de tempestades. A duplinha pertence à família de tempo. Dizer que Ciro Gomes é intempestivo? Nem pensar. Xô! Xô! Xô!

Ser simples é…

Seguir o exemplo de Carlos Lacerda: “Mãe é mãe. Genitora é a tua. Progenitora é a vó”.

Ela é…

Joe Biden indicou Elizabeth Bagley para a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil. Pintou a questão. Ela será embaixadora ou embaixatriz? Vale a diferença: embaixadora comanda a embaixada, exerce a função de embaixador. Embaixatriz é a mulher do embaixador. Elizabeth Bagley será embaixadora.

Sem pedigree

Atenção, gente fina. Covid é nome de doença. Escreve-se com inicial pequenina: covid, tuberculose, câncer, enxaqueca.

Visitinha

Bolsonaro deu um pulinho em dois países vizinhos – Suriname e Guiana. Tevês e rádios tropeçaram na língua. Falaram em limites e divisas. Nada feito. Fronteira separa países; divisa, estados; limite, cidades. O presidente cruzou a fronteira.

Leitor pergunta

Quando usar frei e frade?

Salomão Gomes, Boa Vista

Frei é forma reduzida de frade. Usa-se só antes de nome (nunca de sobrenome): frei Beto, frei Daniel, frei Carlos.

Frade usa-se com sobrenome, mais de um nome ou na segunda referência: Falei com o frade Araújo. Referia-se aos frades Carlos e Daniel. Dirigiu-se a frei Beto, mas, quando falou sobre o assunto que o levara lá, o frade se afastou.

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