Terça-feira, 04 de Agosto de 2020

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Mundo Vendaval faz um Boeing 737 colidir contra a ponte de embarque em Boston

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Aeronave colidiu com a ponta da asa na estrutura principal da ponte de embarque. (Foto: Reprodução)

Os fortes ventos que atingiram a região de Boston, no Noroeste dos Estados Unidos, foram suficientes para fazer um Boeing 737 bater contra a estrutura de uma ponte de embarque. O caso foi observado por funcionários do aeroporto e da companhia aérea.

A tempestade com ventos com mais de 130 quilômetros por hora atingiu grande parte da cidade, incluindo o aeroporto internacional de Boston – Logan, onde causou alguns contratempos e prejuízos. Um Boeing 737 da Southwest Airlines estava estacionado quando fortes rajadas conseguiram movimentar a aeronave, que avançou contra a estrutura metálica da ponte de embarque. A ponta da asa tocou a lateral da ponte, causando alguns danos em ambas estruturas.

Dependendo da velocidade e ângulo que correntes de vento atingem uma aeronave, é possível movimenta-la por alguns metros. Não foram raros os casos de aviões de grande porte que o trem de pouso do nariz saiu do chão enquanto rajadas de vento passavam pelas asas gerando uma pequena sustentação. Ainda que sem capacidade para fazer o avião sair completamente do chão, geraram uma força suficiente para movimentar o avião. Tempestades, como furacões, são responsáveis por diversos danos graves a aeronaves de pequeno porte, muitas destruídas pela força do vento.

Vale lembrar que as asas são superfícies aerodinâmicas, ou seja, são projetadas para trabalhar com as forças geradas pelo ar.

Neve

No início da semana, houve relatos de neve cobrindo as lavouras de soja dos Estados Unidos. Há notícias de que uma forte nevasca atingiu vários Estados, entre eles Minnesota, Dakota do Norte, Montana, Iowa e Wisconsin. Em todos os produtores já estavam colhendo a soja ou iriam começar e a neve travou tudo.

Em entrevista para o Projeto Soja Brasil, o estudante brasileiro de engenharia agronômica Gustavo Philippsen, que faz intercâmbio no país, falou sobre a nevasca que os Estados Unidos enfrentaram neste último fim de semana.

Em um dos vídeos,  gravado em Buchanan, Dakota do Norte, Philippsen mostra uma lavoura de soja praticamente enterrada na neve. Ele relata a preocupação dos produtores em relação a colheita, já que o clima precisa melhorar e a neve derreter para o plantio ser reiniciado.

“A nevasca começou na quinta e foram afetados os estados de Montana, Dakotas do Sul e Norte, Nebraska. parte de Minnesota, Iowa e norte de Wisconsin. os trabalhos de colheita tinham começado quando a nevasca chegou”, afirma.

Em conversa com os produtores, incluindo o dono da fazenda onde faz estágio, Philippsen disse que os produtores estão preocupados com a colheita da soja. Não pode ter neve no campo, senão não dá para colher. O pessoal estima que serão necessários 10 dias para a neve derreter e outros 10 dias para tudo ficar seco”, conta ele.

Na fazenda onde está, que tem 1 mil hectares plantados com soja, Philippsen diz que a produtividade será bem mais baixa que o normal nesta safra. Ao todo o proprietário espera colher 40 bushels por acre (45 sacas por hectare). A média na região é de 55 bushels por acre (62 sacas por hectare), mas com os problemas irão colher bem menos. Com essa soja em ponto de colheita, uma parte poderá ser perdida, sem colher por conta da neve”, diz.

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