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Um deputado de Uganda causou uma grande polêmica ao dizer que os homens devem bater nas suas esposas

"Como homem, é preciso disciplinar sua esposa", declarou o parlamentar Onesimus Twinamasiko à uma rede de televisão. (Foto: Reprodução)

Um deputado de Uganda causou uma grande polêmica no país ao afirmar que os homens deveriam “bater” em suas esposas, informou nesta segunda-feira (12) a imprensa local.

“Como homem, é preciso disciplinar sua esposa”, declarou o parlamentar Onesimus Twinamasiko à rede de televisão ugandense “NTV”, segundo um trecho divulgado hoje por uma jornalista desse meio no Twitter.

“É preciso tocá-la um pouco, bater de alguma maneira para realmente otimizá-la”, acrescentou o deputado, que representa a circunscrição de Bugangaizi East (Oeste de Uganda).

Twinamasiko respondia aparentemente às declarações que o presidente de Uganda, Yoweri Museveni, fez no último dia 8 por ocasião da celebração do Dia Internacional da Mulher, quando disse que “os homens que batem nas mulheres são tolos e covardes”.

As palavras do deputado provocaram uma grande controvérsia nas redes sociais, nas quais muitos usuários exigiram sua renúncia.

“Estou tão cansada desta bobagem”, ressaltou no Twitter a escritora ugandense Edna Ninsiima, que denunciou que às vezes a culpa recai sobre as “feministas militantes que falam enquanto estes homens não têm consequências” pelos seus atos ou comentários.

A presidente do Parlamento de Uganda, Rebecca Kadaga, pediu ao Comitê de Regulação, Disciplina e Privilégios que investigue Twinamasiko pelas suas palavras.

Cerca de 22% das mulheres ugandenses de entre 15 e 49 anos sofreram violência machista ou sexual em algum momento da vida, segundo um relatório do governo deste país africano publicado no ano passado.

Uma em cada 100

Um estudo do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) revelou que, ao final do ano passado, uma em cada cem mulheres brasileiras abriu uma ação judicial por violência doméstica. No levantamento, divulgado nesta segunda e elaborado pelo Departamento de Pesquisas Judiciárias da instituição, constatou-se que 1.273.398 processos dessa natureza tramitavam na Justiça dos Estados. Desse total, 388.263 eram casos novos. Em relação a 2016, o número apresentado foi 16% maior.

Apenas 5% dos processos de agressão doméstica em tramitação tiveram algum tipo de andamento no ano passado. Em relação ao feminicídio, crime considerado hediondo desde 2015, foram 2.795 ações pedindo a condenação de um agressor enquadrado nessa modalidade em 2017, em uma proporção de oito casos novos por dia, ou uma taxa de 2,7 casos a cada 100 mil mulheres. Em 2016, haviam sido registrados 2.904 casos novos de feminicídio.

De acordo com o CNJ, o volume de processos julgados (440.109) foi ampliado em 19% na comparação com 2016. Um dos fatores que motivaram o aumento é o programa Justiça pela Paz em Casa, que consiste em uma força operacional de tribunais estaduais concentrada ao longo de três dias, em que são decididos os destinos de vítimas e autores de crimes de violência doméstica e familiar contra a mulher. Mais de 800 mil casos (833.289) ainda aguardavam um desfecho no final de 2017.

Segundo o CNJ, desde que o Justiça pela Paz em Casa foi adotado, em março de 2015, até dezembro do ano passado, foram proferidas 111.832 sentenças e concedidos 57.402 pedidos de medida protetiva. Destes, 40,5% (23.271) foram deferidos durante as três semanas da última edição do programa, em novembro.

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