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Geral Percepção negativa sobre o rumo do Brasil cai 4 pontos e empata com os Estados Unidos, que têm alta de 6 em um mês

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Os presidentes Lula e Trump. O Brasil igualou os Estados Unidos no percentual populacional que acredita que o país vai na direção errada. (Foto: Reprodução)

O Brasil igualou os Estados Unidos no percentual populacional que acredita que o país vai na direção errada, após uma melhora mensal de 4 pontos percentuais. Em movimento oposto, a avaliação positiva americana caiu no período, o que resultou em um crescimento de 6 pontos no grupo que vê a nação em caminho desfavorável. É o que mostra o relatório de agosto da pesquisa “What worries the world”, do instituto Ipsos. O total registrado em ambos os países está próximo da média global de 63%.

De acordo com informações do jornal O Globo, conhecedores da história da política externa brasileira e do elo bicentenário entre Brasil e Estados Unidos afirmam, sem titubear, que o momento atual é o mais crítico de uma relação bilateral que acumula crises. Apontam ainda que jamais houve uma ingerência tão escancarada dos americanos na política doméstica brasileira como agora, sob a batuta de Donald Trump. Entre os componentes que conferem peculiaridade à crise vigente está a falta de canal entre Planalto e Casa Branca.

No contexto brasileiro, a pesquisa mostra que as maiores preocupações da população continuam ancoradas em problemas sociais e estruturais do país, com pouca variação na comparação com julho. São elas: crime e violência (42%, alta de 1 ponto percentual em relação ao mês anterior), pobreza e desigualdade social (35%, queda de 1 ponto percentual), saúde (34%, queda de 3 pontos percentuais), corrupção financeira/política (33%, alta de 1 ponto percentual) e impostos (31%, alta de 3 pontos percentuais).

Temor com impostos

No caso do temor com impostos, houve uma alta de sete pontos percentuais na comparação com o mesmo mês do ano passado. A Ipsos aponta que debates públicos sobre reforma tributária, notícias sobre elevação de tributos ou percepções de maior pressão fiscal tendem a aumentar a sensibilidade do público à pauta e podem explicar a movimentação.

“Também houve ampla cobertura na imprensa sobre medidas tarifárias entre países, inclusive o famigerado ‘tarifaço’ de 50% em determinadas linhas de produtos realizados pelos Estados Unidos. Quando os temas são muito noticiados, como costumamos observar nos monitoramentos da pesquisa, sabemos que aumentam a visibilidade da pauta para a população e nesse caso das tarifas, faz crescer a percepção de que as pressões tributárias atingirão diretamente não só o mercado, mas também os consumidores”, destaca Marcos Calliari, CEO da Ipsos.

Nos Estados Unidos, por sua vez, os temas econômicos lideram entre os tópicos que mais despertam temor na população, com a inflação (38%, alta de 3 pontos percentuais) encabeçando por mais um mês o ranking americano. A corrupção financeira/política (27%, aumento de 4 pontos percentuais) segue em segundo lugar, “em alta desde que as medidas polêmicas do presidente norte-americano passaram a despertar desconfiança de uma parcela significativa do eleitorado”, avalia Calliari. Já a preocupação com a área da saúde volta ao pódio, com 25%, um crescimento de 6 pontos percentuais somente no último mês.

A pesquisa “What worries the world” foi realizada por meio de um painel on-line aplicado a 25,177 pessoas de 29 países, no período entre 25 de julho e 8 de agosto. No Brasil, foram cerca de mil respondentes entre 16 e 74 anos.

O Ipsos pondera que, no país, a amostra não corresponde necessariamente a um retrato da população brasileira, mas sim a uma parcela mais “conectada”, mais concentrada em centros urbanos e com poder aquisitivo e nível educacional mais elevados do que a média nacional. As informações são do jornal O Globo.

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