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Política Bolsonaro se aproxima do Centrão e tenta antecipar disputa na Câmara dos Deputados para esvaziar Rodrigo Maia

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Bolsonaro (foto) enxergou na sucessão uma oportunidade de enfraquecer o atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ)

Foto: Carolina Antunes/PR
Bolsonaro (foto) enxergou na sucessão uma oportunidade de enfraquecer o atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). (Foto: Carolina Antunes/PR)

Em meio à crise provocada pela pandemia do novo coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro decidiu mudar o rumo da articulação política do governo. Bolsonaro tem se aproximado dos partidos do Centrão, tentando antecipar as negociações sobre a sucessão no comando da Câmara dos Deputados.

Bolsonaro enxergou na sucessão uma oportunidade de enfraquecer o atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). O presidente considera Maia como o principal adversário político no momento.

Como “plano A”, o governo aposta no deputado Marcus Pereira (Republicanos), mas não descarta apoiar outro nome que consiga formar consenso para isolar Maia, como o deputado Arthur Lira (Progressistas).

Nas últimas semanas, o Palácio do Planalto iniciou conversas com presidentes de partidos e integrantes do Centrão. Integrantes falaram com lideranças e dirigentes de PL, PSD, Progressistas e Republicanos. Para isso, sinalizaram um novo loteamento de cargos no governo.

“Desde o ano passado, o governo vem sinalizando, depois da troca no FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), mudanças para atender aos partidos no segundo escalão. Não avançou. O governo começou a resolver agora o espaço para partidos do centro. É um movimento do governo no sentido de sinalizar que precisa ter base independentemente de Rodrigo Maia”, analisa um deputado, na condição de anonimato.

Foram oferecidos a partidos do Centrão cargos de chefia no Banco do Nordeste, na Codevasf (Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco) e no Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, o que gerou desconforto entre alguns ministros. O ministro da Educação, Abraham Weintraub, por exemplo, teria rejeitado o primeiro currículo que recebeu.

“O presidente está traindo todo discurso dele, que não teria ‘toma lá, dá cá’. Ele está entregando parte significativa do governo, como Banco do Nordeste, Codevasf e FNDE para tentar criar uma base. Rompeu com tudo. Provou que é mais do mesmo. O PSL não participou e não participará das negociações”, afirmou a líder do partido, deputada Joice Hasselmann, ex-líder do governo.

Bastidores

Nos bastidores, parlamentares enumeram as razões que levaram o governo a mudar de posicionamento e se aproximar do Centrão.

“Alguém disse ao presidente que havia articulação entre governadores e Maia para derrubá-lo, e as mudanças no plano Mansueto seriam para isso. Ele acreditou e agora correu para se aproximar do principal adversário do Rodrigo na sucessão da presidência da Câmara, o Arthur Lira”, afirmou um líder.

Arthur Lira atua para tentar viabilizar o nome dele como substituto de Maia. Aliados dele afirmam que, quando Lira apoiou Maia em 2019, ouviu que receberia apoio em 2021. Só que deputados acreditam que o presidente da Câmara apoiará outro nome, o do deputado Aguinaldo Ribeiro.

Quem também se articula é o vice-presidente da Câmara, Marcos Pereira (Republicanos). O partido dele filiou recentemente dois filhos do presidente, o vereador Carlos Bolsonaro e o senador Flavio Bolsonaro. Na Câmara, ele é visto como nome preferido do governo.

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3 Comentários
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Alexandre Rodrigo
24 de abril de 2020 03:04

Deu asa a cobra quando apoiou sua reeleição,e agora quer cortar as asas,agora complicou!!!

Celso Fernando Spadoni
23 de abril de 2020 15:57

Onde anda o Maia.

Fisco Paes
23 de abril de 2020 13:17

CORONA EM TODOS ELES !!!!!!

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