Segunda-feira, 10 de Maio de 2021

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Agro Campo sofre com os impactos do auxílio emergencial

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(Foto: Divulgação)

O retorno do auxílio emergencial já está afetando as famílias que vivem no campo. Embora o valor seja menor que o valor pago em 2020, o benefício é considerado uma ferramenta importante para estimular o consumo durante a pandemia. E como é usado principalmente para atender necessidades alimentares, a demanda pela agropecuária deve crescer nos próximos meses.

A suspensão do auxílio no último trimestre de 2020 afetou a produção de suínos, frangos, leite e hortifrutigranjeiros, já que as famílias tiveram que reduzir despesas com alimentação. Mas agora, a agricultura familiar espera aumento na procura pelos produtos. Para economistas, quanto maior o recurso recebido nesta nova etapa do benefício, maior será a demanda.

“Nós tivemos um crescimento tão forte no ano passado que os estoques ficaram muito baixos, então essa baixa dos estoques serviu de ponte entre um período e outro. Agora é importante que o leitor saiba que o auxílio emergencial ajuda na demanda, mas ele também causa inflação. Então nós temos que ter um equilíbrio, não adianta eu dar o auxílio e os preços das coisas subirem por conta da inflação”, explicou o economista da Farsul, Antônio da Luz.

Em 2020 o crescimento na demanda por alimentos aumentou a 20% devido a pandemia. Os produtos da agricultura familiar, voltados exclusivamente ao mercado interno, acabaram tendo um impacto muito maior. “A pessoa quando ela toma o auxílio emergencial, ela compra os itens básicos do dia a dia e ali está por exemplo, as hortaliças, as frutas, e etc. O pessoal da agricultura familiar sem o auxílio, dificilmente, teriam acesso para o mesmo vale para o lácteo, para os derivados do leite e assim sucessivamente”, disse Luz.

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