Quinta-feira, 02 de Abril de 2020

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Capa – Caderno 1 O celular “gigante” tomou o lugar dos tablets e dos smartphones

No uso portátil, para ler, jogar ou assistir a vídeos, eles vêm substituindo tablets e aparelhos menores. (Foto: Reprodução)

As vendas de tablets caem há três anos, segundo a consultoria IDC – mas isso não significa que consumidores não gostem de telas grandes.

Neste ano, serão vendidos 611 milhões de “phablets”, aparelhos com telas maiores que 5,5 polegadas. A estimativa é que as vendas destes aparelhos em 2021 vão bater 1 bilhão, superando os 700 milhões de celulares menores. Ao todo, as vendas vão subir 13% em quatro anos.

“Os usuários vão continuar consumindo mais entretenimento em vídeo, jogos, mídias sociais e outras aplicações com fluxo pesado de dados, que fazem com o tamanho da tela e seu tipo sejam um elemento crucial na decisão de qual celular comprar”, diz Ryan Reith, da IDC.

As vendas de “phablets” dependem primordialmente da China, mas alguns são populares no ocidente, como o Samsung Galaxy Note e o Galaxy S8 Plus. O iPhone X, lançado na sexta-feira no Brasil por até R$ 7.799, também é considerado um “phablet”.

A palavra é um misto de “phone” e “tablet” e se popularizou em 2011 para se referir à série Galaxy Note, da Samsung. No uso portátil, para ler, jogar ou assistir a vídeos, eles vêm substituindo tablets e aparelhos menores.

Mas seria equivocado acreditar que a disseminação de tantos aparelhos portáteis significa a morte do computador de mesa, que mantém sua relevância para trabalho e jogos.

Depois de uma queda brusca nas vendas de notebooks – de 209 milhões de unidades em 2011 para 156 milhões em 2016, segundo a Statista –, analistas preveem estabilidade no futuro, já que poucos usuários substituem completamente um PC ou notebook por um “phablet” ou tablet.

As vendas de tablets caem desde 2014, o que coincide com o momento em que smartphones se tornaram melhores e mais acessíveis. Inicialmente, analistas apontavam que a longa vida útil dos tablets é o que derrubava as vendas, mas já há quem diga que eles estão fora de moda.

“Acreditamos que a categoria vai continuar em decadência a longo prazo, ainda que em um ritmo mais devagar do que imaginávamos [em 2016]”, disse Lauren Guenveur, da IDC, em relatório sobre o setor no segundo trimestre deste ano.

A Apple lidera o mercado de tablets como fabricante individual, com 25,8% de participação. Logo atrás, vem a Samsung, com 15%.

Nichos

Na Argentina, as vendas de tablets continuam subindo, pois há um tributação diferenciada para esses dispositivos, considerados equivalentes a notebooks e PCs, e não a celulares.

Por isso, eles chegam com preços menores no mercado. As vendas crescem há 58 meses no país, de acordo com a GfK.

Outro país em que tablets ainda têm um respiro é a Índia, onde a IDC identificou um aumento de 46% nas vendas de tablets no terceiro trimestre, um mercado dominado por Lenovo e Acer.

A explicação são os programas de distribuição gratuita de tablets do governo indiano, voltados à educação, que mantêm o ritmo das vendas.

Os últimos dados da IDC mostram que as vendas de tablets caíram 5,4% no terceiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2016.

No Brasil, foi 8% de queda no segundo trimestre, também em comparação com o ano anterior. O governo federal já abriu licitações para compra de tablets da Positivo em 2012, mas as compras públicas em escolas, hoje esparsas, não têm sido suficientes para sustentar o mercado no país.

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