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Ciência Cientistas estudam solução salina para tentar conter replicação do coronavírus

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Pesquisa que analisou casais sorodiscordantes quer entender como algumas pessoas são naturalmente resistentes à infecção pelo novo coronavírus. (Foto: Reprodução)

Um estudo conduzido pela Universidade de São Paulo (USP) aponta que uma solução salina hipertônica – algo como um “soro caseiro”, composto de água com uma determinada quantidade de sal – seria capaz de inibir a replicação do novo coronavírus nas células infectadas.

Em entrevista, uma das autoras do estudo, Talita Geaser, explicou que a pesquisa foi realizada em células epiteliais de pulmão e de rim e diversas concentrações de sal foram testadas.

Segundo Talita, a ideia dos cientistas foi similar a dos sprays nasais contra gripe. Quando a célula infectada entra em contato com a solução salina, há “um stress” nela para manter o equilíbrio.

“Quando a gente aumenta a concentração de sal, as células tendem a perder água, a célula tem que fazer um controle de carga, de íons”, disse Geaser.

Dessa forma, a célula teria que “gastar” mais energia e, com isso, o vírus não teria como se replicar, justamente pela falta de energia.

“Nosso corpo está acostumado com esse stress, controla a fluidez do muco, por exemplo, depende da concentração de sal, ela não danifica a célula, a única coisa é que, como tudo na natureza é econômico, a falta de energia ajuda no retardamento e diminui a infecção viral”, contou.

Agora a solução deve passar por testes clínicos em humanos – com uso de spray nasal e nebulização com solução salina. “É esperado que haja diminuição na infecção e na transmissão do coronavírus, mas a certeza só virá com testes clínicos.”

De acordo com Talita, os testes podem durar de 6 meses a 2 anos, a depender dos resultados.

Vacina oral

Pesquisadores da Universidade de Sorbonne, na França, e da Universidade Católica de Córdoba, na Argentina, desenvolveram uma vacina oral contra a covid-19. De acordo com os cientistas, o imunizante é termoestável — ou seja, que mantém a eficácia sem a necessidade de refrigeração constante —, e apresentou boa eficácia na proteção contra a doença, inclusive na transmissão do coronavírus.

O imunizante, testado em camundongos e hamsters, “induziu a uma robusta resposta imune neutralizante na mucosa”. Isto seria, apontam os pesquisadores, o ponto chave para reduzir a propagação do vírus.

Os resultados do trabalho foram publicados na plataforma bioRxiv*, que reúne trabalhos ainda não revisado por pares.

De acordo com os pesquisadores, o desafio era criar uma vacina bem aceita pela população e com uma cadeia logística simples, eficaz na prevenção da doença e na transmissão dela.

 

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