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Economia Mercado financeiro aumenta a estimativa de inflação no Brasil para 5,15% em 2021 e prevê alta maior do PIB

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Previsões fazem parte do relatório semanal Focus, divulgado pelo Banco Central

Foto: Marcos Santos/USP Imagens
Previsões fazem parte do relatório semanal Focus, divulgado pelo Banco Central. (Foto: Marcos Santos/USP Imagens)

Os analistas do mercado financeiro elevaram a estimativa de inflação em 2021 pela sexta semana seguida e também passaram a projetar uma expansão maior da economia. As informações constam do relatório “Focus”, divulgado nesta segunda-feira (17) pelo BC (Banco Central).

Para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), a inflação oficial do País, a expectativa do mercado para este ano subiu de 5,06% para 5,15%. A previsão de inflação do mercado continua acima da meta central deste ano, de 3,75%, e se aproxima cada vez mais do teto do sistema de metas: 5,25%. Pelo sistema vigente no país, a meta de inflação será considerada cumprida se ficar entre 2,25% e 5,25% em 2021.

A meta de inflação é fixada pelo CMN (Conselho Monetário Nacional). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia. Em 2020, pressionado pelos preços dos alimentos, o IPCA ficou em 4,52%, acima do centro da meta para o ano, que era de 4%, mas dentro do intervalo de tolerância. Foi a maior inflação anual desde 2016.

Para 2022, o mercado financeiro elevou de 3,61% para 3,64% a estimativa de inflação. No ano que vem, a meta central de inflação é de 3,50% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2% a 5%.

Produto Interno Bruto

No caso do PIB (Produto Interno Bruto) de 2021, os economistas do mercado financeiro subiram a estimativa para alta de 3,21% para 3,45%. Foi a quarta alta seguida do indicador.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no País e serve para medir a evolução da economia. Para 2022, o mercado subiu a previsão de alta do PIB de 2,33% para 2,38%.

A expectativa para o nível de atividade foi feita em meio à pandemia da Covid-19, que derrubou a economia mundial em 2020 e continua sendo um fator de desgaste em 2021.

Taxa básica de juros

O mercado financeiro manteve em 5,50% ao ano a previsão para a Selic no fim de 2021. Para essa previsão se confirmar, haverá novas altas na taxa de juros neste ano. Em março, na primeira elevação em quase seis anos, a taxa básica da economia foi aumentada pelo BC para 2,75% ao ano. E, na semana passada, o Copom elevou o juro para 3,5% ao ano.

Para o fim de 2022, os economistas do mercado financeiro elevaram a expectativa para a taxa Selic de 6,25% para 6,50% ao ano, o que pressupõe uma alta maior do juro básico no próximo ano.

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