Segunda-feira, 01 de Junho de 2020

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Armando Burd Mandetta recua e fica

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O presidente da Câmara Municipal de Porto Alegre, vereador Reginaldo Pujol, lembra os líderes da União Democrática Nacional. (Foto: Ederson Nunes/CMPA)

Para quem acompanhou a sucessão de fatos ontem à tarde, em Brasília, as horas custaram a passar. Havia mais do que a expectativa. Era quase a certeza de que o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, pediria desculpas à população e deixaria o cargo, a pedido do presidente Jair Bolsonaro. A partir da reunião das 17h, surgiu uma solução intermediária.

Espaço para negociar

O confinamento total, como queria Mandetta com apoio de médicos, sanitaristas e infectologistas, será rompido sob certas condições, permitindo que indústrias, comércio, escolas e outras atividades reabram em muitas regiões.

Linha própria

Bolsonaro não se prende ao que ocorreu em outros países. Nos Estados Unidos, inicialmente, Donald Trump tomou a rota da minimização do Covid-19. Depois, assustou-se e voltou atrás.

Olhando adiante

Mandetta segue preso ao compromisso: médico não abandona o paciente.

A demissão, agora, poderia torná-lo vítima. Significaria também o fortalecimento de sua possível candidatura à Presidência da República em 2022, hipótese que começou a ser cogitada no final de semana pelo DEM.

Poder paralelo

Mandetta terá de conviver com o deputado federal Osmar Terra, que passou a ser o conselheiro direto de Bolsonaro sobre medidas contra o coronavírus. Terra é contrário ao confinamento geral.

Aprendizado nem sempre percebido

O pianista norte-americano Theloniuous Monk, que se consagrou durante três décadas, aconselhava aos novatos que iam ouvi-lo: “Não toquem tudo o tempo todo. Não queiram ser brilhantes demais. Deixem que algumas coisas escapem.”

É como agem ministros em vários países. Quer dizer, não aparecem demais. Holofotes, só para o chefe.

Dificilmente escapam

Governantes têm certeza sobre o que ocorre depois das crises: críticas pelo que fizeram, pelo que esqueceram de realizar e pelo deixaram que outros decidissem por eles.

Contra os oportunistas

A partir de denúncias feitas por hospitais, prefeituras e outros consumidores, vários estados criaram forças-tarefa para apurar e combater os casos de aumento abusivo de produtos. Entre os investigados estão redes de farmácias, supermercados e distribuidores. O Rio Grande do Sul precisa seguir o exemplo.

Planetas diferentes

Para enfrentar o coronavírus no território de 8 milhões e 511 mil quilômetros quadrados, o governo brasileiro entrará com 1 trilhão de reais. No Japão, que tem 378 mil quilômetros quadrados, a injeção será de 1 trilhão de dólares. Nos Estados Unidos, com a maquininha de imprimir dinheiro à disposição, chegará a 4 trilhões de dólares.

Divisão do bolo tributário

O presidente da Frente Parlamentar de Combate aos Privilégios, deputado estadual Sebastião Melo, tem dúvidas. Com a queda de 20 por cento na arrecadação do ICMS, admitida pelo secretário estadual da Fazenda, Marco Aurelio Cardoso, como ficará a distribuição dos recursos aos poderes no final deste mês? As quotas se manterão na proporção sempre adotada? O Executivo ficará com o que sobrar, atrasando mais os pagamentos que têm para fazer?

Com a palavra o governador do Estado, Eduardo Leite, dono do caixa.

Eterna vigilância

A União Democrática Nacional (UDN) completaria hoje 75 anos. Fundada a 7 de abril de 1945, era na origem uma frente ampla que reunia de liberais a socialistas, entre outras correntes, para comandar o movimento que derrubou a ditadura de Getúlio Vargas. Adotou o lema: o preço da liberdade é a eterna vigilância.

O partido foi extinto com o surgimento do bipartidarismo em 1966.

Convívio e aprendizado

O presidente da Câmara Municipal de Porto Alegre, vereador Reginaldo Pujol, vinculou-se à UDN desde o tempo da política estudantil. Relembra Carlos Lacerda, ex-governador da Guanabara, a quem admira até hoje. Mais os líderes gaúchos udenistas com os quais conviveu: Artur Bachini, Daniel Krieger, Poty Medeiros, Sinval Guazzelli e Júlio Brunelli. Cita ainda os vereadores Adel Carvalho e Larry Pinto de Faria.

Obra do malabarismo

Não é a primeira vez que acontece: um ministério tenta ficar inteiro na divisão e consegue.

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