Terça-feira, 11 de Agosto de 2020

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Rio Grande do Sul Novo ciclone deixa estragos no Rio Grande do Sul

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Prefeito de Porto Alegre esteve em locais atingidos nesta quarta.

Foto: Jefferson Bernardes/PMPA
Prefeito de Porto Alegre esteve em locais atingidos nesta quarta. (Foto: Jefferson Bernardes/PMPA)

Um novo ciclone com fortes ventos e chuvas passou pelo Rio Grande do Sul deixando estragos em diversas cidades do estado. O fenômeno natural atingiu o oeste e o nordeste do Estado, atingindo a Região Metropolitana de Porto Alegre e cidades importantes, como Caxias do Sul e Novo Hamburgo. O ciclone também causou prejuízos no Estado de Santa Catarina.

De acordo como Centro de Comando da Capital em Porto Alegre, até esta quarta-feira (8) foram registradas 59 ocorrências. As equipes do órgão atuaram para desobstruir vias e resolver urgências com risco a pessoas e edificações.

Na madrugada desta quarta-feira também foi realizado um trabalho de atendimento a quem ficou desalojado, com entrega de colchões às vítimas. No fim da tarde desta quarta, a prefeitura da capital gaúcha ainda tinha mapeados 13 pontos de alagamento.

Na terça-feira (7), a Defesa Civil do Rio Grande do Sul havia emitido alerta de possibilidade de rajadas de ventos, que poderiam chegar a 80 km por hora. O comunicado indicava o risco para a região leste e nordeste do estado.

O ciclone foi diferente do fenômeno conhecido como “ciclone-bomba”, que acometeu os Estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina na semana passada.

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Na tarde desta quarta-feira, o prefeito Nelson Marchezan Júnior vistoriou áreas atingidas pelas chuvas das últimas 48h na Capital. Na Zona Sul, uma das regiões mais afetadas, o prefeito acompanhou de perto o trabalho das equipes do Dmae (Departamento Municipal de Água e Esgotos), do DMLU (Departamento Municipal de Limpeza Urbana) e da Defesa Civil.

Desde a madrugada de terça-feira até a manhã desta quarta, Porto Alegre registrou 123,4 mm de chuva. De acordo com a Defesa Civil, a média histórica do mês de julho é de 135,85 mm, nos últimos 17 anos. Com o alto volume de chuva, acúmulo de lixo, entulhos e troncos, o Arroio Cavalhada transbordou. Foi necessária a utilização de uma retroescavadeira para limpar o valão da rua Padre Ângelo Corso, no bairro Cristal.

“Porto Alegre sofre há anos com a falta de drenagem. Estamos empenhados em ações conjuntas com as equipes da prefeitura para minimizar os efeitos das chuvas e na busca de melhores condições aos moradores. Nosso próximo passo é fazer a dragagem do Arroio Cavalhada, que tem cerca de 700 metros de extensão”, disse o prefeito Nelson Marchezan Júnior.

Acompanhado do secretário-adjunto de Relações Institucionais, Mario Santa Maria, o prefeito foi recebido pela conselheira do Orçamento Participativo, Jurema Barbosa Silveira, que relatou as condições dos moradores atingidos. No local, equipes do Crips (Centro de Relações Institucionais e Participativas) entregaram cestas básicas, colchões e roupas recebidas pela Campanha do Agasalho da prefeitura. “Estamos unindo esforços de todas as equipes da prefeitura para fazermos as entregas e tentar minimizar os impactos das chuvas”, reforçou o secretário-adjunto, Mario Santa Maria. A Defesa Civil também fez a entrega de colchões, alimentos e roupas no bairro Cavalhada, atingida pela cheia do Arroio Cavalhada, por onde a comitiva do prefeito também passou.

Segundo a prefeitura, em 2019, de junho a setembro, foram removidas 5.740 toneladas do arroio. Ainda neste mês, a prefeitura inicia os serviços de dragagem de lixo, entulhos e troncos no Arroio Cavalhada.O novo contrato prevê a dragagem do arroio, da avenida Icaraí até a rua Padre Ângelo Corso, incluindo a confluência do Arroio Passo Fundo, em um trecho de 425 metros de extensão.

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